- Resultados do Mapa Autismo Brasil destacam gargalos no diagnóstico e em terapias, com déficits tanto na rede pública (SUS) quanto na privada.
- Sessenta e quatro por cento? (correção) Não: sessenta e quatro por cento não. [Oops, rewrite] Respondendo: 56,4% das pessoas autistas recebem até duas horas semanais de terapia, o que não condiz com as recomendações científicas.
- Acesso a profissionais como terapeuta ocupacional e fonoaudióloga, além de terapias como ABA, cai significativamente no SUS (TO e fono≈60% com planos para ~30% no SUS; ABA ~50% com planos para ~10% no SUS).
- Em menos de 17% dos casos, médicos ou professores alertaram sobre os primeiros sinais de TEA; 39,9% não têm acesso a nenhum tipo de apoio escolar.
- O estudo ouviu 23.632 pessoas entre março e julho de 2025; os benefícios mais comuns observados são carteira de identificação e fila prioritária, e os responsáveis defendem políticas públicas baseadas em dados para ampliar o acesso multidisciplinar e a inclusão escolar.
O Mapa Autismo Brasil (MAB), estudo sociodemográfico nacional, revelou gargalos importantes no acesso a diagnósticos e terapias, especialmente na rede pública de saúde. O levantamento envolve pessoas com TEA e cuidadores, com foco no que é feito pelo SUS, por planos de saúde e pela rede privada. Os resultados ajudam a orientar políticas públicas.
O estudo mostra que, em média, 56,4% dos autistas recebem até duas horas semanais de terapia, independentemente do tipo de atendimento. Isso contrasta com recomendações científicas de atendimento multidisciplinar com carga horária maior. Além disso, o acesso a profissionais como terapeuta ocupacional e fonoaudióloga cai fortemente no SUS, levando parte dos usuários para percentuais próximos de 30%.
Gargalos na educação e na detecção inicial
O MAB aponta que menos de 17% dos casos tiveram alerta precoce feito por médicos ou professores, indicando deficiência de conhecimento na ponta da assistência. Em relação à escola, 39,9% dos autistas não contam com qualquer tipo de apoio escolar. O estudo também aponta que, entre os serviços de referência, a disponibilidade de ABA é de apenas 10% na rede pública.
O levantamento envolveu 23.632 entrevistas on-line em todos os estados, entre março e julho de 2025, com autistas adultos e cuidadores. Os dados destacam que, apesar de avanços, o básico permanece insuficiente para a maioria da população atendida pelo sistema público.
Implicações para políticas públicas
Para Ana Carolina Steinkopf, diretora do MAB, ter dados consolidados permite planejamento de serviços e ações pedagógicas com foco real na inclusão. Ela afirma que a visão mudou ao perceber impactos sociais do autismo e não apenas o diagnóstico clínico. A organização defende terapias multidisciplinares em carga horária adequada e escolas preparadas para inclusão efetiva.
O MAB aponta que, com as informações, é possível redirecionar recursos e ajustar políticas públicas. O estudo também reforça a necessidade de capacitação de profissionais da saúde e da educação, para detecção precoce e oferta de suporte adequado aos autistas e suas famílias. O instituto responsável pelo estudo realizou 23.632 entrevistas nacionais, entre março e julho de 2025.
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