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USP apresenta proposta para encerrar greve de funcionários

USP propõe gratificação para todos os funcionários para encerrar a greve; custo anual pode chegar a até R$ 238 milhões, conforme adesão dos docentes

A USP tem mais de 5.300 professores e aproximadamente 12.600 funcionários técnico-administrativos.
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  • A USP apresentou ao Sintusp uma proposta para encerrar a greve iniciada no dia 14, oferecendo gratificação também aos funcionários, além dos docentes.
  • O bônus de até R$ 4,5 mil para professores gerou o protesto; a nova proposta pretende dividir o valor total entre todos os trabalhadores, resultando em reajuste de até R$ 1,6 mil para os funcionários.
  • A gratificação aos funcionários começaria a valer em 2027, pelo período de dois anos.
  • O custo estimado é de até R$ 238 milhões por ano se todos os mais de cinco mil docentes aderirem; os demais servidores receberiam o mesmo montante total, conforme adesão dos docentes.
  • O Sintusp realizará Assembleia Geral na quarta-feira, 22, após o feriado de Tiradentes, para votar se aceitam a proposta e encerram a greve.

A Universidade de São Paulo (USP) apresentou nesta quinta-feira, 16, uma proposta ao Sintusp para encerrar a greve iniciada no dia 14. A instituição confirmou a oferta de uma gratificação para todos os trabalhadores, semelhante à concedida aos docentes, com pagamento previsto a partir de 2027 por dois anos.

Os grevistas reivindicam a isonomia no benefício. O bônus de até R$ 4,5 mil é exclusivo aos professores e foi aprovado no fim de março pelo reitor em exercício, Aluísio Segurado, que assumiu o cargo em janeiro. A proposta da USP visa igualar o benefício entre todas as categorias.

Segundo a reitoria, a gratificação para docentes seria reaplicada a todos os servidores, com o total investido mantido. O cálculo depende da adesão dos professores, podendo distribuir até R$ 238 milhões aos demais funcionários se todos participarem.

A proposta foi recebida pelo Sintusp como forma de encerrar a greve, que teve adesão de parte da categoria. Uma assembleia geral está marcada para o dia 22, após o feriado de Tiradentes, para decidir se os trabalhadores aceitam a oferta.

A medida para docentes envolve a submissão a novos projetos de pesquisa para obter o benefício, o que não se aplica aos demais servidores, que receberiam o valor independentemente de projetos. A direção afirma que a participação soma à atuação nos laboratórios e nas salas de aula.

O sindicato destaca que a greve também defende outras pautas, como a recomposição salarial pela inflação desde 2012, de cerca de 14,5%. A discussão sobre o reajuste é de responsabilidade do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.

A USP também citou compromissos com outras demandas, como estudo sobre abono de dias não trabalhados durante o recesso e transporte gratuito para terceirizados que chegam à Cidade Universitária. A instituição não confirmou formalmente esses itens.

Sobre a greve estudantil, o DCE da USP decidiu aderir à paralisação na quarta-feira, 15, somando-se às reivindicações dos servidores. Os estudantes também apresentaram pautas próprias, como melhoria nos restaurantes e ações de inclusão.

A universidade informou que destinará cerca de R$ 461 milhões ao PAPFE, programa de apoio à permanência e formação estudantil, beneficiando quase 16 mil alunos. A qualidade dos restaurantes é avaliada por nutricionistas e pela gestão administrativa das operações.

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