- O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, falou no Dia de Tiradentes defendendo educação cívica crítica e democrática e criticando o modelo cívico-militante ligado a propostas com participação militar.
- O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, reagiu, chamando o discurso de desrespeito aos militares e afirmando que há quem tenha vergonha do militarismo, mas que em Minas o respeito às instituições permanece.
- O debate ocorre em meio à discussão sobre o Programa das Escolas Cívico-Militares, apresentado pelo governo estadual à Assembleia Legislativa para estrutura com participação de instituições militares, sob gestão pedagógica da rede estadual.
- O prefeito citou a Inconfidência Mineira, Juscelino Kubitschek e a campanha civilista de Rui Barbosa, defendendo uma escola cívico-militante, porém não militarista, que promova cidadania, liberdade e democracia.
- Em tom posterior, Oswaldo disse em redes sociais que o projeto do governador é desrespeitoso, reforçando a oposição ao modelo com participação militar e reiterando a defesa de escolas cívico-militantes voltadas à formação cívica.
O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, defendeu uma educação cívica baseada na crítica e na democracia durante a cerimônia do Dia de Tiradentes, em Ouro Preto, nesta terça (21/4). Ele contrapôs o modelo cívico-militante às propostas com participação militar.
Ao falar de Inconfidência Mineira e do pensamento republicano, Oswaldo citou o Museu da Inconfidência como referência de formação voltada à cidadania e à participação cívica. Ele associou o espaço a uma educação que valoriza liberdade e responsabilidade política.
O prefeito mencionou Juscelino Kubitschek e Rui Barbosa, defendendo uma pedagogia que se estenda pelo estado para formar cidadãos conscientes. Afirmou que civis e militares já se uniram no passado pelos ideais de soberania, sem defender um modelo militarizado.
Resposta de Simões
O governador Mateus Simões reagiu, elevando o tom, e afirmou que houve desrespeito aos militares na solenidade. O governador disse que há quem tenha vergonha do militarismo, mas que, em Minas, esse não é o caso, e pediu respeito às instituições.
Simões pediu que os militares presentes se levantassem e manifestou apoio ao grupo. Referindo-se ao momento cívico, ele disse que não deveria servir a disputas políticas e reiterou a defesa do papel das Forças Armadas na condução das questões nacionais.
O governador reforçou que o momento é cívico e militar e que o dia de Tiradentes continua sendo um marco para as instituições, independentemente de quem governa. Ele criticou o que chamou de uso político do evento.
Desdobramentos
Após o ocorrido, Oswaldo publicou um vídeo nas redes sociais. O prefeito disse que a fala não atingiu os militares, mas criticou o modelo de escolas cívico-militares. Reiterou oposição à participação militar na educação pública estadual.
Ele descreveu a reação de Simões como grosseira e desrespeitosa, afirmando que houve agressão institucional durante a cerimônia. O prefeito reafirmou o objetivo de manter a escola cívico-militante como conceito pedagógico, sem militarização.
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