- Na tarde de quarta-feira, a reitoria da USP manteve a proposta de conceder gratificação a todos os funcionários para tentar encerrar a greve, mas a oferta foi rejeitada pelos servidores.
- A proposta igualaria o valor entre docentes e técnicos, com orçamento anual de 238,44 milhões de reais, o que renderia cerca de 1.600 reais mensais por servidor, conforme cálculos da instituição.
- O movimento teve início com o bônus destinado aos docentes, chamado de Gace, de 4.500 reais mensais, e ganhou novas pautas dos trabalhadores, como o BUSP e o fim da escala 6×1 para terceirizados.
- O Sintusp realizou assembleia e decidiu manter a greve e ampliar as reivindicações, incluindo a participação dos estudantes; as assembleias ocorrem em várias unidades.
- O movimento dos estudantes já atinge 105 cursos, com questões sobre alimentação, moradia estudantil e regulamentação de espaços estudantis; a USP afirma ter políticas de permanência e apoio estudantil em andamento.
A greve dos servidores da USP continua. Nesta quarta-feira 22, a reitoria tentou encerrar o movimento por meio de negociação, mas os trabalhadores mantiveram a paralisação. A mesa de negociação manteve a proposta de gratificação para todos os funcionários.
A proposta apresentada pela gestão de Aluisio Segurado é a mesma da semana passada: pagar uma gratificação aos colaboradores. O foco central é a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas, ou Gace, para professores, com reflexo financeiro também para demais trabalhadores.
A greve teve como estopim o bônus. O Conselho Universitário aprovou, em 31 de março, uma bonificação de 4.500 reais mensais para docentes que liderem projetos estratégicos. A soma para docentes afetaria o orçamento de 238,44 milhões de reais por ano para todos os servidores.
Antes do encontro, o Sintusp realizou assembleia às 13h30 e rejeitou a proposta, ampliando as reivindicações. Entre as novas pautas está a extensão da isonomia aos trabalhadores, direito ao BUSP e o fim da escala 6×1 para terceirizados.
Pontos da reitoria
A USP diz que tem atuado pela valorização da carreira técnica e administrativa. Entre as medidas, reajuste do vale-refeição (de 45 para 65 reais) e atualização do vale-alimentação (de 1.950 para 2.050 reais). O auxílio-saúde também subiu.
A reitoria afirma ter recebido, em março, um plano de qualificação para leitura técnica e financeira, ainda em análise. A valorização integra o plano de carreira, com calendarização condicionada ao ano eleitoral de 2026.
Duas ações já em andamento são o Renova USP e o novo sistema de mobilidade interna. O Renova procura readaptação funcional e capacitação, enquanto o segundo busca realocação transparente de servidores conforme necessidades da instituição.
Mais dados indicam pouca adesão ao movimento em 69 das 86 unidades. Nove órgãos registraram adesão moderada a alta, segundo levantamento da universidade. A gestão vê o movimento estudantil com pautas próprias.
A comunidade estudantil mantém foco em melhores condições de permanência, com mais bolsas e melhoria de restaurantes universitários. Também discute a minuta para regulamentar espaços de centros acadêmicos, que pode restringir o comércio de entidades estudantis.
A EACH, USP Leste, entra no conjunto de demandas. Alunos cobram moradia estudantil própria devido à distância entre campus e moradia, além de melhorias no serviço universitário. As assembleias acontecem em várias unidades.
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