- Ao menos 51 universidades e institutos federais vivem paralisações de servidores técnico-administrativos em educação, concentradas principalmente na região Sudeste, incluindo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- O movimento, organizado pela Fasubra, começou em fevereiro e parte das adesões já completa cerca de dois meses, com impacto em serviços de apoio e atendimento, como emissão de documentos, matrículas e suporte administrativo.
- Os afastamentos afetam bibliotecas, laboratórios e rádios, gerando atrasos em processos e serviços que dependem de TAEs.
- Entre as principais reivindicações estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, conforme acordo com o governo federal em 2024.
- Em meio à greve, o Conselho Universitário da UFRJ aprovou um recesso acadêmico de 20 a 25 de abril.
Ao menos 51 universidades federais e institutos federais enfrentam paralisações de servidores técnico-administrativos em educação TAEs. O movimento, que começou há semanas, se concentra no Sudeste e envolve instituições de grande porte, como a UFRJ.
A Fasubra, que representa os trabalhadores, aponta que parte das paralisações já dura até dois meses, desde 23 de fevereiro. Outras adesões ocorreram nos últimos dias, conforme o sindicato. O objetivo é pressionar por reajustes e condições de trabalho.
Os impactos afetam serviços de apoio: emissão de documentos, matrículas, suporte administrativo, além de bibliotecas, laboratórios e rádios. A categoria reivindica reconhecimento de saberes, redução de jornada de 40 para 30 horas e melhorias na carreira.
Universidades federais afetadas
- Universidade Federal do Pará (UFPA)
- Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
- Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESPA)
- Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
- Universidade Federal do Acre (UFAC)
- Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
- Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE)
- Universidade Federal da Bahia (UFBA)
- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
- Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
- Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
- Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
- Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)
- Universidade Federal do Piauí (UFPI)
- Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar)
- Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
- Universidade Federal Fluminense (UFF)
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Universidade Federal do ABC (UFABC)
- Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
- Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
- Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)
- Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG)
- Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
- Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
- Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
- Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG)
- Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
- Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
- Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
- Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
- Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
- Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
- Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
- Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
Os sindicatos afirmam que o movimento continua e que a negociação com o governo federal ainda não foi concluída. O MEC e o MGI não responderam até o encerramento desta apuração.
Entre na conversa da comunidade