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TJDFT condena influencer por gravar aulas na UnB e difamar professor

TJDFT condena influencer por difamação e injúria contra professor da UnB; segunda condenação, com pena de quase dois anos de prisão e 58 dias-multa

Estudantes Foto colorida de homem com roupa do Brasil
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  • TJDFT condenou Wilker Leão por difamação e injúria contra o professor Estevam Costa Thompson, fixando uma pena de um ano, onze meses e dez dias de prisão, além de cinquenta e oito dias-multa.
  • Esta é a segunda condenação do influencer por difamação e injúria; ele já havia sido condenado, em agosto do ano passado, pela primeira vez por calúnia e difamação.
  • Wilker gravava aulas da Universidade de Brasília sem autorização, no curso de História da África ministrado por Thompson em 2024, com vídeos que questionavam a suposta “doutrinação comunista”.
  • Segundo o acórdão, as publicações continham títulos e comentários ofensivos como “bobagem”, indicar que o professor teria “fugido” da discussão, e qualificações como “professor brabão”, “valentão que se acha general” e “comunista”.
  • O desembargador Cruz Macedo destacou que os vídeos, disponíveis no YouTube, ultrapassaram cada um 900 mil visualizações, atingindo um público além do ambiente acadêmico.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios condenou o influencer Wilker Leão por difamação e injúria contra o professor Estevam Costa Thompson, docente da UnB. A condenação é a segunda relacionada ao caso, envolvendo vídeos gravados sem autorização em sala de aula.

Leão gravou aulas da disciplina de História da África, ministrada por Thompson no período noturno de 2024, e publicou conteúdos na internet com críticas à suposta doutrinação comunista. O objetivo, segundo a defesa, era divulgar o conteúdo para o público, mas as informações ofenderam a honra do professor.

A sentença, publicada nesta quinta-feira 23/4, estabelece 1 ano, 11 meses e 10 dias de prisão e 58 dias-multa pelos crimes de difamação e injúria. Em agosto do ano anterior, o influenciador já havia sido condenado por calúnia e difamação no mesmo processo.

Segundo o desembargador Cruz Macedo, as peças apresentadas pelo influencer vão além da exposição da aula, incluindo títulos e comentários como referência à aula como “bobagem” e qualificações negativas ao professor, o que configura dano à honra. Os vídeos ficavam disponíveis no canal de Leão e ultrapassavam 900 mil visualizações cada um.

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