- Amigas de infância, Diana Quintella, 44 anos, e Laila Mendes, 43, fundaram a MiniMe na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em janeiro de 2020; hoje, Mendes é diretora administrativa e Quintella, diretora operacional.
- Com investimento próprio de R$ 1,4 milhão, a escola foi inaugurada em 2020. As matrículas começaram em julho de 2019; a pandemia levou à redução de mensalidades em cinquenta por cento e, mesmo com atividades remotas, a instituição reabriu com trezentas matrículas em outubro de 2020. A procura voltou a crescer e, em 2021, já superava cem alunos; desde 2022 há fila de espera.
- O modelo educacional é bilíngue com inglês como idioma principal desde os primeiros meses, atende crianças de quatro meses a seis anos, e oferece dez clubes e um programa pós-aula com atividades diversas, além de monitoramento em tempo real pelas câmeras pelos pais.
- O faturamento registrado no último ano foi de R$ 12 milhões, com crescimento acumulado de oitocentos e sete por cento desde o início da operação; a unidade opera próximo da capacidade máxima de duzentos e setenta e nove crianças, com média entre 210 e 260 alunos e fila de espera de cerca de vinte crianças.
- Planos de expansão preveem a abertura de novas unidades, inicialmente em outras regiões da cidade e, posteriormente, em escala nacional; o investimento estimado por nova unidade é de R$ 2 milhões, com cerca de 220 alunos, visando alcançar quatrocentos a cincocentos alunos no conjunto das duas operações, mantendo gestão própria ou parcerias estruturadas e sem franquias.
Diana Quintella e Laila Mendes, amigas de infância, criaram a MiniMe na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em janeiro de 2020. A ideia nasceu da convivência com famílias que buscavam uma educação infantil mais integrada ao cuidado. Hoje, as fundadoras ocupam cargos de liderança na escola.
Antes de abrir as portas, as sócias dedicaram sete anos a estudos sobre primeira infância, com inspirações em Reggio Emilia. Com orçamento próprio de R$ 1,4 milhão, inauguraram o espaço em 2020, apresentando o projeto com realidade virtual aos pais durante obras.
Mudança de cenário durante a pandemia
A escola chegou com 50 matrículas e viu esse número chegar a 80 em fevereiro de 2020. Em março seguinte, a pandemia obrigou o fechamento. Mensalidades foram reduzidas em 50%, fornecedores e funcionários renegociados, sem demissões.
Para manter as famílias conectadas, surgiram atividades via YouTube e Zoom, além do teatro drive-in. A recuperação demorou: em outubro de 2020, o espaço reabriu com 30 matrículas.
A volta ganhou impulso. No início de 2021, a MiniMe já superava 100 alunos e, em 2022, passou a operar com fila de espera, consolidando o crescimento.
Modelo pedagógico e oferta
A escola atende crianças de 4 meses a 6 anos, seguindo diretrizes MEC do Berçário 1 ao Pré 2. Adota o sociointeracionismo e uma proposta bilíngue imersiva, com o inglês como idioma principal desde os primeiros meses.
O currículo conta com 10 clubes extracurriculares que estimulam várias habilidades, incluindo ioga, artes, música, robótica (Lego) e ciências, em parceria com EcoFuture. A Sala Mundo integra cultura global ao ensino diário.
O programa after school oferece Ballet, Jiu-jitsu, Judô, Capoeira e Futebol, geridos por parceiros externos, sem impactar o faturamento da escola.
Segurança, equipe e expansão
Um diferencial é o acesso em tempo real às câmeras pelos pais. A operação exige uma equipe robusta, com mais de 100 colaboradores. Regularmente, a MiniMe envia equipes para capacitação na Itália.
No ano anterior, o faturamento atingiu R$ 12 milhões, com crescimento acumulado de 807% desde o início. A instituição opera entre 210 e 260 alunos, com capacidade máxima de 279 e fila de cerca de 20 crianças.
Planos futuros e modelo de expansão
A direção mantém o foco na qualidade pedagógica ao expandir. Em 2026, a meta é abrir novas unidades em outras regiões da cidade e, posteriormente, ampliar nacionalmente. O investimento previsto é de R$ 2 milhões por unidade, com cerca de 220 alunos por unidade.
A meta total é chegar a 500 estudantes somando as novas operações. A expansão seguirá com gestão própria ou parcerias estruturadas, sem franquias, para preservar o padrão da MiniMe.
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