- A Pesquisa Selo Belta 2025 aponta que mudanças climáticas já influenciam a escolha de destino de intercâmbio, com preferência por países de clima mais ameno.
- Canadá lidera o ranking, seguido por Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda e Austrália; Malta, África do Sul, Nova Zelândia, Espanha e Alemanha aparecem no top 10.
- Estudantes brasileiros valorizam qualidade de vida, bem-estar e clima estável, principalmente em programs de longa duração.
- O setor de intercâmbio deve crescer cerca de 17% em 2025, segundo a Belta.
- O inglês continua sendo a principal língua escolhida, e a preparação prévia no Brasil é enfatizada para melhorar adaptação e aproveitamento.
O setor de intercâmbio tem sido impactado pelo aumento de ondas de calor globalmente. Jovens brasileiros estão dando mais peso ao clima ao escolher destinos educativos, buscando locais com temperaturas mais amenas e qualidade de vida estável ao longo do ano. Observa-se, assim, uma mudança no perfil dos estudantes internacionais.
A Pesquisa Selo Belta 2025, feita pela Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio, aponta que Canadá, Irlanda e Nova Zelândia continuam entre os destinos mais procurados. Todos aparecem no top 10, com o Canadá liderando o ranking.
No conjunto, o Canadá lidera as preferências, seguido pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Irlanda, Austrália, Malta, África do Sul, Nova Zelândia, Espanha e Alemanha completam o grupo inicial, revelando uma tendência de equilíbrio climático valorizado no planejamento.
Cenário por destino
Canadá se destaca pelo frio moderado em boa parte do ano, com verões amenos e cidades como Toronto e Vancouver oferecendo boa infraestrutura, segurança e possibilidade de conciliar estudo e trabalho.
Irlanda aparece pelo clima oceânico estável e pela tradição acadêmica aliada a um ambiente receptivo a estudantes internacionais, o que reforça sua posição no ranking.
Nova Zelândia se diferencia pelo clima temperado, pela qualidade de vida e pela menor densidade populacional, fatores cada vez mais valorizados por quem busca equilíbrio entre estudo e bem‑estar.
Reino Unido e Alemanha também aparecem com estações bem definidas e temperaturas geralmente mais suaves do que em regiões com extremos climáticos recentes, contribuindo para a permanência de esses destinos no radar dos intercambistas.
Outras mudanças e impactos
Ainda segundo a Belta, destinos tradicionais como Austrália e Malta seguem na lista, mas perdem espaço para países com conforto térmico mais estável ao longo do ano. O movimento indica uma transformação do perfil do estudante internacional, que busca experiências completas e sustentáveis.
A pesquisadora Alexandra Argenta, presidente da Belta, aponta que o clima passou a influenciar a rotina, a adaptação e, inclusive, o desempenho acadêmico em programas de longa duração. O setor, por sua vez, projeta alta de 17% em 2025, apontando continuidade do interesse por intercâmbio.
Especialistas do setor destacam que o clima tende a ganhar relevância sobretudo entre quem escolhe programas de longa duração ou experiências híbridas, que combinam estudo e trabalho. Destinos com temperaturas estáveis, infraestrutura e políticas amigáveis devem manter destaque.
Idioma continua sendo fator decisivo
Além das mudanças de destino, o inglês permanece como a língua mais procurada por estudantes brasileiros. A preparação prévia no Brasil é enfatizada por especialistas, visando facilitar adaptação, participação nas aulas e aproveitamento do intercâmbio.
A relação entre escolas de idiomas e o setor de intercâmbio se fortalece. Instituições como a Minds Idiomas acompanham as tendências, ajudando estudantes a chegar mais preparados para a experiência internacional.
Entre na conversa da comunidade