- Dia nacional da educação é comemorado hoje, com o desafio de ampliar o acesso à leitura no Brasil; 47% das pessoas com 5 anos ou mais são leitoras, o menor índice desde 2007.
- Novo Plano Nacional de Educação foi sancionado este mês e vale pelos próximos dez anos, prevendo incentivo à leitura desde os primeiros anos escolares.
- O PNE reúne setenta e três metas e trezentos e setenta e dois planos de ação, distribuídos em dezenove objetivos, incluindo ampliar matrículas, alfabetizar até o fim do segundo ano do ensino fundamental e promover educação digital.
- Desafios apontados incluem acervos limitados nas escolas e pouca leitura em casa, o que reduz a frequência de leitura no dia a dia.
- Especialistas dizem que o plano busca tornar a leitura uma prática cotidiana, com leitura dialogada e participação das famílias, ajudando a formar leitores autônomos e críticos.
O Dia Nacional da Educação é marcado nesta terça-feira com foco na ampliação do acesso à leitura no Brasil. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2024, indicam que apenas 47% das pessoas a partir de cinco anos são leitoras, o menor índice desde 2007. A discussão acontece em meio à implementação de um novo Plano Nacional de Educação, sancionado este mês e válido por dez anos.
O PNE apresenta 73 metas e 372 estratégias para educação infantil, ensino básico e formação de professores, com 19 objetivos que abrangem desde matrícula em creches até qualidade das ofertas e inclusão de públicos específicos. Entre as prioridades estão a alfabetização até o segundo ano do ensino fundamental e a ampliação da leitura desde os primeiros anos.
O que muda com o novo PNE
O plano busca ampliar a oferta de matrículas em creche e tornar a pré-escola universal. Também prevê alfabetização ao final do segundo ano do ensino fundamental para todas as crianças, além de ações para evitar abandono escolar e ampliar o ensino em tempo integral na rede pública. A leitura passa a integrar rotinas escolares e envolve participação familiar.
Além disso, o PNE estabelece diretrizes para educação digital, ambiental e inclusão de estudantes de educação especial, bilíngue de surdos e educação do campo. O objetivo é reduzir desigualdades, expandir a permanência na educação profissional e tecnológica e fortalecer a formação de docentes.
Desafios práticos
Mesmo com o marco, o acesso a acervos continua desafio dentro e fora das escolas. Muitas unidades relatam acervos limitados, e nem todos os alunos têm livros em casa, o que compromete a frequência da leitura no cotidiano. O plano prevê ações para ampliar acervos e envolver as famílias nessa rotina.
Especialistas destacam que o objetivo é transformar a leitura em prática diária, não apenas recurso pedagógico. A ideia é estimular leitura dialogada, atividades criativas e pensamento crítico, contribuindo para a formação de leitores autônomos. A atuação conjunta de professores e alunos é central para esse processo.
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