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Escola Politécnica destaca tecnologias estratégicas em terras raras

Nova diretora da Poli USP aposta em domínio de dados, IA e parcerias para ampliar inovação, trilhas de formação e foco em terras raras e sustentabilidade

A engenharia está cada vez mais integrada a diversas áreas e diversas tecnologias – Fotomontagem Jornal da USP feita com imagens de rawpixel.com/Freepik e Freepik
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  • A nova diretora da Escola Politécnica da USP, professora Anna Reali, destaca domínio de dados e tecnologia no Brasil.
  • A Poli tem quinze departamentos, doze programas de pós‑graduação, dezessete cursos de engenharia, quase cinco mil alunos de graduação e mais de trinta mil engenheiros formados.
  • O foco inclui tecnologias estratégicas em terras raras, com pesquisas para viabilizar no Brasil a produção de superímãs, relevantes para IA e soberania tecnológica.
  • Outros eixos: transformação digital e inteligência artificial, com trilhas voltadas a inovação, empreendedorismo e prática interdisciplinar.
  • Em termos de diversidade, apenas cerca de vinte por cento dos estudantes e quinze por cento do corpo docente são mulheres na Poli, segundo a nova gestão.

A nova diretora da Escola Politécnica da USP, professora Anna Reali, defende maior domínio de dados e tecnologia no Brasil, tema que norteia sua gestão. A Poli tem 15 departamentos, 12 programas de pós-graduação e quase 5 mil estudantes de graduação.

Sob liderança feminina há pouco ocupada, Anna destaca a importância da ética, responsabilidade socioambiental e liderança em soluções adaptadas à realidade nacional. A mobilidade acadêmica é ressaltada como diferencial da Poli.

Ela salienta parcerias com universidades e centros de pesquisa para desenvolver projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, fortalecendo o intercâmbio entre universidade e indústria.

A diretora comenta a criação de trilhas voltadas a inovação, empreendedorismo, transformação digital e IA, ampliando o repertório dos graduandos e fortalecendo a interdisciplinaridade.

Sustentabilidade e transição energética

Anna aponta linhas estratégicas em energia, com hidrogênio verde, captura de carbono e créditos validados. Recentemente, foi inaugurado um centro dedicado a soluções sustentáveis do pré-sal e de energias offshore.

A Poli concentra esforços em sustentabilidade industrial e urbana, com unidades em engenharia química e engenharia civil voltadas a processos químicos-verdes, reciclagem e construção sustentável.

A linha de transportes resiliente investe em pavimentos permeáveis, reciclagem de asfalto e monitoramento de deslizamentos, além de simuladores de trens em realidade virtual.

A pesquisadora destaca o papel das tecnologias estratégicas em terras raras, com foco na produção de superímãs no Brasil, essenciais para IA e soberania tecnológica.

A mulher na engenharia

A segunda mulher a dirigir a Poli reconhece ainda a baixa participação feminina no curso. Atualmente, cerca de 20% das matrículas são de mulheres e aproximadamente 15% do corpo docente é feminino.

Entre os fatores que explicam esse cenário estão aspectos históricos, culturais e a carência de referências femininas de destaque na área. A dirigente aponta a necessidade de tornar o ambiente mais inclusivo e ágil.

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