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Pesquisadoras da USP e Unifesp mapeiam o ativismo curatorial no Brasil

Livro mapeia o ativismo curatorial no Brasil, destacando inclusão de artistas e territórios invisibilizados e o papel da educação nas instituições

“É preciso pensar a curadoria de um ponto de vista territorializado, para tensionar esses discursos hegemônicos que são discursos universais” – Marcella Imparato e Ana Avelar, da esquerda para a direita – Foto: Arquivo Pessoal
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  • Pesquisadoras Ana Avelar (Unifesp) e Marcella Imparato (USP) lançaram o livro Ativismo Curatorial no Brasil, que mapeia o trabalho de quinze curadores em todas as regiões do país.
  • O livro defende que as exposições devem ter postura política, indo além da estética e valorizando educação e transparência nos bastidores das instituições culturais.
  • O projeto foi desenvolvido a partir de debates iniciados na revista Ars e se consolidou durante a pandemia, com entrevistas que apresentam novas formas de fazer curadoria, além das grandes exposições.
  • O estudo destaca diferenças regionais: em Rio e São Paulo o conflito é com o cânone institucional; no Norte e outras áreas, o ativismo se relaciona também à sobrevivência estrutural de infraestrutura cultural.
  • Entre os principais conceitos, está a Curadoria do Cuidado, que enfatiza a relação entre obras, espaço e público e garante que a curadoria tenha responsabilidade ética e política, com papel central da educação.

Ana Avelar, professora do Departamento de História da Arte da Unifesp, e Marcella Imparato, doutoranda da USP, lançam o livro Ativismo Curatorial no Brasil pela Editora Mireveja. O trabalho mapeia 15 curadores em todo o país, destacando o papel social das exposições.

A obra parte da ideia de Maura Reilly, que cunhou o termo ativismo curatorial. Durante a pandemia, as autoras ampliaram o projeto, reunindo relatos que questionam o sistema artístico e propõem novas formas de fazer curadoria no Brasil.

Panorama nacional

As pesquisadoras discutem que a curadoria pode romper o elitismo dos museus e incluir territórios historicamente invisibilizados. O livro defende uma postura política das exposições, com educação fortalecida e maior transparência institucional.

Educação como fronteira

Outro eixo é a acessibilidade. Em defesa de um mediador que traduza ciência em linguagem acessível, as autoras destacam o educativo como frente de batalha das mostras. A ideia é conectar público, obras e espaços de forma crítica.

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