- Estudantes da USP decidiram permanecer em greve após assembleia de quarta-feira, 29, rejeitando a proposta da reitoria e mantendo a paralisação já vigente.
- Nova rodada de negociação entre diretores da universidade e representantes estudantis está marcada para quinta-feira, 30.
- Reivindicações incluem reajustes nos auxílios do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe), melhoria do Restaurante Universitário (RU), cotas para pessoas trans e maior autonomia dos Espaços Estudantis.
- A reitoria propôs criação de grupo de trabalho com docentes e estudantes, reajuste do Papfe com base na inflação, programa de bolsas para ingressantes vulneráveis e aditamentos para manter café da manhã e almoço no RU, entre outras medidas.
- Garanta discussão sobre cotas para trans e indígenas, melhorias na moradia estudantil, diálogo com prefeituras locais para campi fora de São Paulo e a possibilidade de uma linha de ônibus gratuita que conecte campus e região. Cento e quatro cursos aderiram ao movimento.
Estudantes da USP decidiram manter a greve após a negociação com a reitoria. A decisão foi tomada em Assembleia Geral nesta quarta-feira, 29, no prédio da Faculdade de Medicina, em Higienópolis. Os estudantes avaliaram as propostas apresentadas e optaram pela continuidade do movimento.
A paralisação na USP está em curso desde o dia 14, com adesão de 104 cursos segundo o DCE. O apoio aos servidores da universidade motivou a mobilização, que começou após a bonificação salarial concedida apenas a docentes. Uma nova rodada de negociações ficou marcada para esta quinta-feira, 30.
Entre as pautas, os estudantes reivindicam reajustes nos auxílios do Papfe, melhorias no Restaurante Universitário e maior inclusão, como cotas para pessoas trans. Também pedem autonomia dos Espaços Estudantis e melhorias na infraestrutura do campus.
Propostas da reitoria
A reitoria apresentou a criação de um grupo de trabalho com seis docentes e seis estudantes para discutir espaços estudantis nos diferentes campi. Também propôs reajustar os auxílios do Papfe com base na inflação, com valores atuais de R$ 885 (integral) e R$ 330 (parcial com moradia).
Os alunos defendem que o benefício equivalente ao salário mínimo paulista, hoje de R$ 1.804, seja adotado, além da ampliação do programa para mais estudantes. Também foi sugerido um programa de bolsas para ingressantes em situação de vulnerabilidade.
Outras medidas e encaminhamentos
A reitoria propôs aditamentos nos contratos dos restaurantes universitários para café da manhã, almoço e jantar de segunda a sexta, além de café da manhã e almoço aos sábados. As propostas devem constar em licitações futuras.
Sobre cotas, a discussão será encaminhada à Câmara de Cursos e Ingresso do Conselho de Graduação, com participação estudantil. Questões de moradia, apontadas no Crusp, ficarão a cargo da PRIP, com diálogo com prefeituras locais ainda neste semestre.
Também está prevista a discussão de uma linha de ônibus gratuita que conecte o Quadrilátero Direito/Saúde ao campus Butantã, além de transporte entre os campi de São Carlos e Lorena. A nova rodada de negociação está marcada para quinta-feira.
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