- A reitoria da USP propôs reajuste anual das bolsas de assistência estudantil pela inflação, elevando as bolsas integrais de R$ 885 para cerca de R$ 1.804.
- A mesa de negociação durou cerca de seis horas nesta terça-feira, começando por volta das 15h e encerrando às 21h; as propostas serão avaliadas em assembleias ao longo da semana.
- Também houve sugestões para melhoria dos restaurantes universitários, incluindo contratação de novos funcionários e três refeições durante a semana, com café da manhã e almoço aos sábados.
- Foram criados grupos de trabalho com participação discente para debater cotas trans e indígenas no vestibular, além do uso de espaços pelos centros acadêmicos; uma minuta sobre uso de espaços foi cancelada pela reitoria, mas o tema continua sob debate.
- O movimento estudantil afirma que houve ceder parcial da reitoria, mas as demandas não foram atendidas integralmente, e a greve continua.
A USP ofereceu reajuste anual das bolsas de assistência estudantil pela inflação para tentar encerrar a greve de estudantes. A medida foi anunciada durante negociação com a reitoria.
A reunião ocorreu na terça-feira (28), com duração de cerca de 6 horas, das 15h às 21h. O objetivo é desmobilizar o movimento discente por meio de concessões pontuais.
A paralisação, iniciada há duas semanas, cobra melhoria nas condições de permanência, aumento das bolsas integrais de 885 reais para cerca de 1.804 reais e investimentos na qualidade dos restaurantes universitários.
Propostas apresentadas pela universidade
A reitoria apresentou ajustes nos restaurantes universitários, incluindo a contratação de novos funcionários e a oferta de três refeições durante a semana, com café da manhã e almoço aos sábados.
Também foi sugerida a criação de grupos de trabalho com grande participação estudantil para debater temas como cotas trans e indígenas no vestibular, além de questões sobre uso de espaços pelos centros acadêmicos.
Um texto que previa regras para uso de espaços estudantis foi cancelado pela reitoria após críticas, mas o tema será mantido em debate para melhorar a segurança jurídica.
De acordo com o DCE, a mobilização forçou a reitoria a ceder em alguns pontos, mas as demandas ainda não foram totalmente atendidas e a greve continua até novas assembleias.
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