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Feira literária celebra história afro-brasileira no Bixiga

Feira do Livro da Rocha resgata história afro-brasileira no Bixiga, com três dias gratuitos de programação e homenagem a Thereza Santos, discutindo o bem viver

São Paulo (SP), 29/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - A 2ª edição da Feira do Livro da Rocha (FLIR) ocupará o tradicional bairro do Bixiga. Foto: FLIR/Divulgação
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  • A segunda edição da Feira do Livro da Rocha (Flir) começa nesta sexta-feira no Bixiga, em São Paulo, e ocorre por três dias com programação gratuita.
  • O evento acontece na Rua Rocha e reúne mais de sessenta editoras e livrarias, promovendo cerca de setenta atividades culturais gratuitas.
  • A programação traz mesas de conversa e aulas públicas com nomes como Cidinha da Silva, Lilia Schwarcz, Luiza Romão, Márcia Tiburi e Micheliny Verunschk, com o tema Bem viver.
  • Thereza Santos é homenageada neste ano; uma mesa de memória será realizada no sábado, às 18h.
  • Além de atividades literárias, o festival oferece roteiros, como Negros do Bixiga, e encontros com Anelis Assumpção, Claudia Balthazar, Fernando Morais, Cecília Olliveira e Eduardo Suplicy, além de oficinas e atividades para crianças.

A segunda edição da Feira do Livro da Rocha (Flir) começa nesta sexta, 1º, no Bixiga, em São Paulo. O evento ocupa a Rua Rocha por três dias, oferecendo programação gratuita para incentivar a leitura, a convivência e a ocupação cultural da via.

Ao todo, são mais de 60 editoras e livrarias reunidas. Por meio de mesas, aulas públicas e atividades para crianças, a Flir amplia o acesso a obras diversas em um espaço público e ao ar livre.

Destaques da programação incluem autoras como Cidinha da Silva, Geni Núñez, Lilia Schwarcz, Luiza Romão, Márcia Tiburi e Micheliny Verunschk. Elas participam de debates e atividades ao longo do evento.

Programação e temas centrais

A edição tem o tema Bem viver, vinculado a cosmologias de povos originários e a movimentos como a Marcha das Mulheres Negras. A mesa de abertura, às 10h30, reunirá expoentes que discutem o conceito.

Alberto Acosta e Kaká Werá Jecupé discutem o Bem viver a partir de perspectivas indígenas, andinas e da visão de mulheres negras. A mesa abre a participação de diferentes saberes no debate público.

Thereza Santos, ativista negra e homenageada neste ano, é lembrada em mesa especial no sábado, às 18h. A trajetória da pesquisadora será revisitada por autores e realizadores locais.

Estruturas e atividades do evento

Além da programação literária, a Flir promove roteiros culturais pelo bairro. Um dos percursos é Negros do Bixiga, que destaca a herança afro-brasileira da região.

Mesa de conversa reunirá Anelis Assumpção e Claudia Balthazar para tratar da memória negra, a partir de experiências do Museu Itamar Assumpção e do Mobiliza Saracura Vai Vai.

A programação também aborda políticas nacionais. Fernando Morais e Cecília Olliveira discutem dinâmicas políticas e o aumento da violência, em mesas que dialogam com o contexto atual.

Eduardo Suplicy ministra aula pública sobre a realidade brasileira e o projeto da Renda Básica de Cidadania. A iniciativa busca ampliar o debate sobre proteção social e cidadania.

A Jornada Literária, produto de uma ação pedagógica, agrega textos de cerca de 50 estudantes de escolas públicas locais. A antologia, prevista para ser publicada durante o evento, reúne vozes jovens da região.

Organizações do bairro promovem ainda atividades de reciclagem, bordado, tricô, orientação jurídica, atividades físicas e troca de mudas de plantas, ampliando o impacto cultural da ação.

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