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Estudo aponta que 76% dos adolescentes dormem menos que o ideal

Mais de setenta e seis por cento dos adolescentes dormem menos do que o recomendado, prejudicando saúde e desempenho escolar, aponta estudo

Mais de 76% dos adolescentes dormem menos do que o ideal, aponta estudo
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  • Estudo com mais de cento e vinte mil adolescentes nos EUA (2007–2023) mostra aumento de quem dorme pouco, de 68,9% para 76,8%.
  • Mais de 76% dormem menos do que o ideal e 23% dormem menos de cinco horas por noite, contra 15,8% anteriormente.
  • A falta de sono já afeta a saúde e o desempenho escolar dos jovens.
  • O relato de Eduardo Monteiro da Costa ilustra o hábito de usar celular até a hora de dormir, dormindo por volta da meia-noite e acordando às seis da manhã.
  • Especialistas recomendam reduzir o uso de eletrônicos antes de dormir e criar uma rotina sem telas para melhorar a qualidade do sono, com paralelos à realidade brasileira.

Um estudo recente aponta que mais de 76% dos adolescentes dormem menos do que o recomendado, prejudicando saúde e desempenho escolar. A pesquisa analisa uma faixa de jovens e destaca problemas relacionados ao sono.

O levantamento avaliou mais de 120 mil adolescentes nos Estados Unidos entre 2007 e 2023. Os dados mostram aumento de 68,9% para 76,8% naqueles que dormem pouco, e de 15,8% para 23% entre os que dormem menos de cinco horas por noite.

Especialistas ressaltam que, além do tempo de sono, a qualidade é afetada por fatores como sedentarismo e ansiedade. A recomendação é reduzir o uso de eletrônicos antes de dormir e estabelecer uma rotina sem telas para melhorar o descanso.

Caso brasileiro e relatos de rotina

O hábito de manter o celular ligado até a hora de dormir foi ilustrado por Eduardo Monteiro da Costa, 16, que volta da escola para o quarto e joga com amigos pela internet. Ele dorme por volta da meia-noite e acorda às 6h para ir à escola. A mãe, Kátia Simone, diz que o uso excessivo preocupa.

Eduardo descreve que fica em ligação com colegas, jogando vários jogos. A rotina reflete o que especialistas apontam como comum entre adolescentes, com impacto na qualidade do sono e no desempenho escolar.

Para melhorar, especialistas recomendam reduzir a exposição a telas à noite, manter horários consistentes e promover atividades relaxantes no período pré-sono. A pesquisa nos EUA evidencia um quadro preocupante que, segundo especialistas, também se observa em outros países.

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