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USP concede aumento de R$31 em bolsas; greve estudantil permanece sem acordo

Reitoria propõe reajuste anual de R$ 31 no Pafpe com base no IPC-Fipe; greve estudantil persiste sem acordo e pode se estender pela próxima semana

Estudantes em greve da USP (Universidade de São Paulo) realizam ato em frente à reitoria
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  • A greve dos estudantes da USP deve se estender ao menos até a próxima semana; na quinta-feira (30) houve nova mesa de negociação entre reitoria e alunos sem acordo, e ficou apalavrada uma nova reunião sem data definida.
  • A reitoria propôs reajuste anual das bolsas do Pafpe pelo IPC-Fipe, o que deixaria o aumento de 31 reais, elevando o valor de 885 para 916 reais.
  • Os estudantes pedem que o valor chegue próximo ao salário mínimo paulista, de 1.804 reais.
  • A paralisação atingiu 43 unidades da USP, com cerca de 110 a 180 cursos paralisados; o movimento foi impulsionado pelo bônus de 4.500 reais (Gace) para docentes.
  • O Conselho Universitário aprovou, para 2026, o reajuste de 31 reais nas bolsas do Pafpe e a criação de uma comissão para discutir melhorias, com custo de 238,44 milhões de reais por ano.

A greve dos estudantes da USP pode se estender até a próxima semana após nova rodada de negociações entre a reitoria e o movimento. O debate girou em torno do reajuste das bolsas do Pafpe, o Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil.

A reitoria propôs reajuste anual com base no IPC-Fipe, índice que mede a inflação de São Paulo. O valor atual da bolsa integral é de R$ 885, com previsão de aumento de R$ 31 em 2026. Estudantes contestam, buscando valor próximo ao salário mínimo paulista.

O encontro ocorreu nesta quinta-feira, 30, em ambiente de negociação sem acordo. Uma nova reunião foi apalavrada, mas ainda não tem data definida. Enquanto isso, a paralisação permanece em vigor e atinge a maioria das unidades da USP.

O que foi acordado até aqui

Entre as propostas, o IPC-Fipe seria utilizado como base para o aumento anual das bolsas, com impacto direto no total disponível aos alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A previsão de aumento de R$ 31 elevaria o valor de 885 para 916 reais.

Demandas dos estudantes

O movimento quer que o valor alcance próximo ao salário mínimo atual, de R$ 1.804. O Pafpe integral foi criado em 2022 com repasse inicial de R$ 800 e já passou por dois reajustes anteriores. O pleito continua como ponto central da negociação.

Outras pautas em pauta

Na semana passada, a USP também sinalizou mudanças relacionadas aos restaurantes universitários, com ações para melhoria de qualidade, contratação de novos funcionários e ampliação de refeições oferecidas, incluindo café da manhã aos sábados.

Avanços e debates

Além das bolsas, outros grupos de trabalho podem tratar de cotas trans e indígenas, bem como regras de uso de espaços pelos centros acadêmicos. Apesar de propostas, tais temas seguem em discussão e sem conclusão até o momento.

Contexto institucional

A decisão de reajuste do Pafpe ocorreu junto à aprovação de criação de uma comissão para discutir melhorias no programa. A medida tem custo anual estimado em cerca de R$ 238,44 milhões aos cofres da universidade, porém ainda não alterou a agenda da greve de estudantes.

Panorama institucional no momento

A greve chegou a todas as 43 unidades da instituição, com cerca de 110 dos mais de 180 cursos paralizados. O movimento também envolve a pauta de segurança jurídica para regulamentar o uso de espaços e atividades estudantis, em discussão contínua.

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