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UNICEF: 75 mil estudantes brasileiros sem água na escola

Fundo das Nações Unidas para a Infância registra queda no número de escolas sem água entre 2024 e 2025, mas 75 mil estudantes ainda não têm acesso, majoritariamente em áreas rurais

Criança e torneira — Foto: Gallery DS via Unsplash
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  • De 2024 para 2025, o número de escolas públicas sem acesso à água caiu pela metade, de 2.512 para 1.203, atendendo 75 mil estudantes (eram 179 mil).
  • Ainda há 75 mil estudantes sem água em escolas, sendo 96% das unidades locais em áreas rurais.
  • Do total de escolas sem água, 63% atendem majoritariamente estudantes negros e 13% indígenas.
  • Meninas são mais impactadas pelo problema, principalmente durante o período menstrual, e ficam mais expostas à violência ao buscar água fora da escola.
  • O UNICEF reforça a necessidade de colocar mulheres e meninas no centro das soluções para água, com liderança feminina para ampliar inclusão e eficácia dos serviços.

O UNICEF informou que 75 mil estudantes brasileiros ainda não têm acesso à água nas escolas públicas, mesmo com a melhoria ocorrida. A queda ocorreu entre 2024 e 2025, conforme o Censo Escolar.

Entre 2024 e 2025, o número de escolas públicas com acesso zero a água passou de 2.512 (179 mil estudantes) para 1.203 (75 mil estudantes). A redução é considerada significativa pelo UNICEF.

Aproximadamente 96% das instituições sem água ficam em zonas rurais, e 63% atendem majoritariamente estudantes negros, além de 13% indígenas. O problema, contudo, persiste entre crianças e adolescentes nesses contextos.

Desigualdades de gênero

A organização aponta que o problema atua de forma mais intensa para as meninas, especialmente durante o período menstrual, e as expõe a maior violência quando buscam água fora da escola. O UNICEF ressalta a necessidade de ampliar a participação de mulheres nas soluções hídricas.

Dados adicionais

Dados do IBGE (2022) mostram que 82,9% da população dependia da rede de distribuição de água em casa, mas quase um quinto ainda não tinha acesso. A coleta de esgoto também apresentava números preocupantes, com 37,5% sem atendimento em domicílios.

Além disso, levantamento da ANA (2024) indica quase 5 milhões de mulheres vivem em domicílios sem água canalizada no Brasil, com São Luís (MA) liderando o ranking de municípios com maior déficit.

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