- Leon Botstein anunciou a aposentadoria como presidente da Bard College, com efeito em 30 de junho, após um relatório independente indicar que ele não foi “totalmente preciso” em relatos sobre seu relacionamento com Jeffrey Epstein.
- A revisão, feita pelo escritório WilmerHale a pedido do conselho, não constatou conduta ilegal dele, mas apontou que o relacionamento com Epstein levantou sérias questões sobre a liderança e o julgamento de Botstein, incluindo visitas, pagamentos, mensagens pessoais e a compra conjunta de um relógio de 56 mil dólares.
- Documentos do Departamento de Justiça divulgados anteriormente mostram Botstein em mais de 2.800 ocorrências relacionadas a Epstein, com e-mails indicando uma relação mais calorosa do que ele reconhecera, além de visitas à ilha particular de Epstein e convites a Bard para o campus e para uma escola associada.
- Botstein havia dito que o relacionamento se restringia ao arrecadar fundos; o relatório de WilmerHale descreveu a visão dele sobre captação de recursos como a de aceitar dinheiro “se isso permitisse fazer o trabalho de Deus”.
- Botstein permanecerá na Bard como professor e continuará envolvido com os programas de música; o conselho anunciará um presidente interino em breve e abrirá busca nacional por um sucessor permanente.
Leon Botstein, presidente do Bard College desde 1975, anunciou a aposentadoria após a divulgação de um relatório independente que apontou imprecisões em seus relatos sobre Jeffrey Epstein. A revisao foi encomendada pela diretoria e realizada pelo escritório WilmerHale. A decisão passa a valer em 30 de junho.
O relatório não apura conduta ilegal por Botstein, mas aponta que o relacionamento com Epstein gerou sérias dúvidas sobre sua liderança e julgamento. Entre os episódios, visitas, pagamentos, mensagens pessoais e a compra conjunta de um relógio de US$ 56 mil.
Segundo o documento, Botstein, colecionador de relógios, ficou com o relógio por quase um ano antes que Epstein exigisse sua devolução ou pagamento do custo. O material também mostra maior proximidade com Epstein em correspondências oficiais.
A relação com Epstein já era alvo de escrutínio desde fevereiro, com a divulgação de documentos do DOJ. Botstein também aparece em notas de 2013 como alguém que descreveu a amizade com Epstein e demonstrou cordialidade após notícias sobre abusos.
A gestão de Botstein é marcada por mais de cinco décadas, período em que Bard expandiu o Centro de Estudos Curatoriais (CCS) e o CCS Hessel Museum. Em abril, ele sinalizou à comunidade a intenção de se aposentar conforme o andamento da apuração.
Botstein enfatizou que permanecerá no Bard como professor e continuará envolvido com os programas de música. Ele também deverá se mudar para a Finberg House, residência no campus. Além disso, mantém atuação como diretor musical do American Symphony Orchestra desde 1992.
A diretoria de Bard, presidida pelo bilionário James Cox Chambers, agradeceu as realizações de Botstein e informou que anunciará um presidente interino em breve, além de abrir uma busca nacional por um substituto permanente.
Contexto e próximos passos
O Bard informou que continuará com a implementação de recomendações do relatório e que a comunidade terá atualizações sobre a transição de liderança. Não há data prevista para a conclusão da busca pelo novo presidente.
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