- A Reitoria apresentou nova proposta para o PAPFE, incluindo reajuste com base no IPC-FIPE; valores passam a ser R$ 912 (integral) e R$ 340 (parcial com moradia). O orçamento 2026 para auxílios e assistência estudantil é de R$ 461 milhões, e foi definida a criação de uma bolsa PUB para ingressantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
- Em relação ao Hospital Universitário, 120 das 400 vagas autorizadas para a USP em 2022 foram destinadas ao HU; a rede de atendimento da região passou por reorganizações, com foco em qualificar o atendimento e manter o HU como centro de formação.
- Sobre o Programa Experiência HCFMUSP na Prática, a Pró-Reitoria de Graduação e a de Cultura e Extensão, junto à FM e à representação discente, farão avaliação independente do programa quanto às normas de extensão e impactos aos estudantes da Faculdade de Medicina.
- Compromissos com a representação estudantil incluem melhoria de acessibilidade nos restaurantes universitários, interlocução rápida após reuniões com prefeitos dos campi do interior, consulta à SAU para atendimento a alunos do PAPFE nas UBAs, e criação de grupos de trabalho sobre vagas para pessoas com deficiência e acessibilidade.
- Demais pontos discutidos anteriormente, como espaços estudantis, moradia e cotas, permanecem; a Reitoria afirmou compromisso com o diálogo e encerrou a negociação das pautas estudantis após quase quinze a vinte horas de reuniões em três encontros.
A Reitoria divulgou um comunicado sobre a nova proposta encaminhada após a reunião com os estudantes, realizada no dia 30 de abril. O objetivo é esclarecer os encaminhamentos referentes ao PAPFE e as demandas apresentadas pela comunidade acadêmica. A rodada de negociação ocorreu na própria instituição e teve duração superior a cinco horas.
Participaram da reunião o reitor, membros da diretoria e pró-reitorias, além de 25 representantes discentes indicados pelo movimento estudantil. Também estiveram presentes o gabinete do reitor e a coordenação administrativa, contribuindo para as discussões com as propostas oficiais apresentadas pela Reitoria.
O que aconteceu e por que
A pauta envolveu ajustes no PAPFE, o Hospital Universitário (HU) e o Programa Experiência HCFMUSP na Prática. As propostas visam tornar mais robustos os auxílios aos estudantes em vulnerabilidade socioeconômica e reorganizar serviços de saúde na região. Os debates também abordaram compromissos com a representação estudantil.
Proposta principal sobre PAPFE
A Reitoria confirmou o reajuste dos auxílios do PAPFE com base no IPC-FIPE. O valor mensal passaria de R$ 885 para R$ 912 no auxílio integral, e de R$ 330 para R$ 340 no auxílio parcial com moradia. Em abril, o programa atendeu 17.587 estudantes. O orçamento de 2026 para ações de assistência estudantil é de R$ 461 milhões. A medida é apresentadamente a proposta final da Reitoria. Também foi reafirmada a criação de uma bolsa PUB para ingressantes em situação de vulnerabilidade.
Sobre o Hospital Universitário
Foi explicado que, em 2022, 120 das 400 vagas autorizadas para a USP foram destinadas ao HU. Desde então, vagas decorrentes de desligamentos são repostas por concursos. A rede de saúde regional passou por reorganizações desde 2013, com redução da porta de entrada única para urgência e emergência, substituída por AMAs, UBSs fortalecidas e UPAs. O HU permanece como espaço formativo importante para os cursos de saúde.
Programa Experiência HCFMUSP na Prática
A Pró-Reitoria de Graduação, a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, a FM e a representação discente avaliam, de forma independente, o programa. O foco é verificar a conformidade com normas jurídicas dos cursos de extensão e impactos para os estudantes da Faculdade de Medicina.
Compromissos com a representação estudantil
Entre os pontos acordados estão: avaliar acessibilidade do restaurante central e de demais restaurantes; manter interlocução rápida com estudantes após reuniões com a administração local; consultar a SAU sobre atendimento a alunos, especialmente PAPFE, nas UBS do interior; discutir cotas de ingresso para PCDs com grupo de trabalho já criado; instaurar grupo específico sobre acessibilidade de PCDs em ambientes da universidade. Propostas anteriores sobre espaços estudantis, moradia, cotas, ônibus e calendário permanecem em vigor.
A Reitoria reforça o compromisso com o diálogo e evidencia que três encontros resultaram em quase 20 horas de negociação. Segundo o documento, a negociação das pautas estudantis é considerada encerrada pela Reitoria, com os avanços apresentados na reunião de 30 de abril e na anterior de 28 de abril. O Jornal da USP também acompanhou o desdobramento.
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