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Greve na USP afeta Unesp e Unicamp; veja situação nas universidades

Paralisações se espalham entre as estaduais; docentes pressionam por recomposição salarial, estudantes seguem mobilizados e debates sobre financiamento público avançam

Universidades de São Paulo vivem um momento de intensa mobilização
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  • Universidades estaduais de São Paulo vivem mobilizações: a USP está em greve desde 14 de abril; a Unesp parou nos dias 5 e 6; a Unicamp vai deliberar greve em assembleia na quinta-feira (7).
  • Reivindicações comuns incluem permanência estudantil, moradia e alimentação, além de cobranças sobre qualidade do ensino e serviço na universidade.
  • O movimento ganhou impulso após a morte da professora Sandra Regina Campos em 7 de abril durante uma aula no Instituto de Artes; a Unesp afirma que o protocolo de emergência foi seguido, embora reconheça necessidade de coordenar melhor atendimentos.
  • Dados da Unesp apontam que 7.746 estudantes de graduação receberam algum tipo de auxílio em 2025, representando mais de 20% do total; 17 unidades já possuem restaurante universitário, com previsão de inaugurar mais um ainda neste ano.
  • Na USP, negociações encerraram sem acordo; o principal ponto é o auxílio estudantil Papfe, com o governo propondo reajuste de 3,6% e estudantes defendendo a equiparação a um salário mínimo paulista (R$ 1.804); mais de 100 cursos seguem paralisados.

As universidades estaduais de São Paulo enfrentam uma crise acentuada por paralisações de estudantes, que reivindicam melhorias em permanência estudantil, moradia e alimentação. Docentes e servidores também pressionam por recomposição salarial, ampliando o desgaste no setor.

Desde 14 de abril, estudantes da USP estão em greve. Na Unesp, houve paralisações nesta terça (5) e na quarta (6), com indicativos de adesão ao movimento. A Unicamp discutirá o tema em assembleia nesta quinta (7).

Na USP, o impasse principal envolve o valor do auxílio estudantil Papfe. A reitoria propõe reajuste com base na inflação, chegando a 912 reais no benefício integral, enquanto estudantes exigem equiparação a um salário mínimo paulista, hoje em 1.804 reais. Mais de 100 cursos permanecem paralisados.

Na Unesp, a mobilização é impulsionada pela percepção de precarização de ensino, pesquisa, extensão e permanência estudantil. O Diretório Central dos Estudantes aponta sobrecarga de docentes e dificuldades de permanência. A reitoria registra avanços, como 7.746 estudantes de graduação assistidos em 2025, acima de 20% do total.

Em relação à permanência, a Coordenadoria de Permanência Estudantil da Unesp informou que 17 unidades já contam com ao menos um restaurante universitário, com previsão de inaugurar outro ainda neste ano. A universidade também citou o atendimento a alunos em 2025 como recorde.

O que motivou a greve dos estudantes no instituto de Artes da Unesp foi a morte da professora Sandra Regina Campos, em 7 de abril, durante uma aula. Alegam falta de política de emergência médica e ambulatória. A reitoria reconhece falhas, mas afirma ter seguido procedimentos de suporte.

Os estudantes da Unicamp devem definir, nesta quinta, se mantêm o movimento. Entre as pautas estão reforma da moradia em Limeira, ampliação de serviços de apoio psicológico e combate à precarização de restaurantes e transportes.

Paralelamente, docentes e servidores também buscam reajuste. O Cruesp e o Fórum das Seis participaram de negociações que terminaram sem acordo. A próxima reunião está marcada para o dia 11. A proposta atual aponta reajuste de 3,6%, com expectativa de recuperação salarial de 15,97% prevista para maio de 2012.

O financiamento das universidades também aparece no debate. A cada ano, USP, Unicamp e Unesp recebem 9,57% da arrecadação do ICMS. A reforma tributária, com transição para o IBS até 2033, pode reduzir essa fonte, aumentando a incerteza sobre o orçamento.

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