- Universidades estaduais de São Paulo enfrentam mobilizações de estudantes por melhorias na permanência estudantil, moradia e alimentação, com paralisações na USP já encerradas após propostas da reitoria e debates sobre o programa de auxílio.
- Em Unesp, houve paralisações nos dias 5 e 6, com denúncias de falta de professorado, sobrecarga de servidores e dificuldades de permanência; a reitoria destaca que 7.746 estudantes de graduação receberam algum tipo de auxílio em 2025, recorde para a instituição.
- A morte da professora Sandra Regina Campos, durante aula no Instituto de Artes, é apontada como estopim do movimento na Unesp; o protocolo de emergência reconhece falhas na coordenação, mas afirma que atendimento seguiu procedimentos de suporte.
- Na Unicamp, assembleias ocorrem para discutir greve, com pautas que incluem reforma da moradia estudantil, ampliação de serviços de apoio e defesa de não privatização de áreas de saúde da universidade.
- A negociação salarial dos docentes e servidores, envolvendo Cruesp e Fórum das Seis, terminou sem acordo; o mês de reunião ficou marcado por divergências sobre reajuste e o financiamento público das universidades, com nova reunião prevista para o dia 11.
O movimento estudantil nas universidades estaduais de São Paulo ganha volume com pautas de permanência estudantil, moradia e alimentação. Estudantes da USP iniciaram greve em 14 de abril, cobrando diálogo e melhorias. Em paralelo, docentes e servidores pressionam por recomposição salarial.
Na Unesp, paralisações se intensificaram nos dias 5 e 6 de abril, com adesão prevista. A Unicamp, por sua vez, prepara assembleia para deliberar sobre o tema na quinta-feira, 7, sinalizando possível deflagração de greve. Reivindicações comuns envolvem investimento em assistência estudantil, moradia e alimentação.
Em resposta, a administração da Unesp aponta avanços, como a ampliação de restaurantes universitários e o atendimento a milhares de estudantes com auxílios em 2025. Ainda assim, estudantes relatam precarização de ensino, pesquisa, extensão e permanência.
Na USP, as negociações foram encerradas pela reitoria após três rodadas sem acordo. O ponto de impasse envolve o valor do auxílio estudantil Papfe, com pleas de equiparação ao salário mínimo paulista. Mais de 100 cursos permanecem paralisados.
Unicamp discute continuidade da greve
Estudantes da Unicamp devem decidir, na assembleia, sobre possível greve. Principais demandas incluem reforma da moradia estudantil em Limeira, ampliação de serviços de apoio psicológico e combate à precarização de restaurantes e transportes. A reitoria afirma andamento normal das negociações.
Cruesp e financiamento sob análise
Paralelamente, a negociação de docentes e servidores não resultou em acordo, com Cruesp e Fórum das Seis mantendo posição. Nova reunião está marcada para o dia 11. O tema envolve reajuste salarial e a recuperação do poder de compra desde 2012.
A discussão sobre o financiamento das universidades também segue, diante da reforma tributária prevista. Hoje as instituições recebem parte da arrecadação do ICMS, o que pode mudar com o IBS em 2033, elevando a incerteza sobre o orçamento.
Entre na conversa da comunidade