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Professora supera falência e dívida de R$ 300 mil com ensino individualizado

De falência a negócio milionário, CRF de ensino individualizado mira faturar R$ 5 milhões em 2026 com 320 alunos e expansão controlada

Rairis Faetti, 32 anos, fundadora do CRF – Educação Individualizada e Assessorias — Foto: Divulgação
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  • O CRF – Educação Individualizada e Assessorias, fundado por Rairis Faetti em São José dos Campos (SP), encerrou 2025 com faturamento de R$ 2,3 milhões e projeta chegar a R$ 5 milhões em 2026, com 320 alunos.
  • Rairis Faetti começou aos 17 anos, em Lavras (MG), dando plantões de química; o negócio de cursinho Gauss faliu, acumulando dívida de R$ 300 mil, quitada após dois anos de renegociação e três turnos diários de trabalho.
  • A partir de 2017, o CRF adotou o formato de boutique de ensino, com oito aulas semanais para o pré-vestibular integral e estudo ativo orientado, com plantões de dúvidas sem agendamento.
  • O tíquete médio é de R$ 2,5 mil no contraturno e R$ 4,5 mil no pré-vestibular integral; em março de 2026, a instituição registrou R$ 700 mil de receita desde o reajuste de preços após oito anos.
  • A operação atual conta com mais de cinquenta funcionários, incluindo 30 professores, 12 assessores de ensino, 5 psicólogos e 3 pedagogos; há planos de abrir quatro novas unidades próprias até 2031 em capitais e cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Vitória e Campinas, mantendo o modelo de unidades limitadas.

A CRF – Educação Individualizada e Assessorias, fundada por Rairis Faetti, é uma empresa de ensino que atua em São José dos Campos (SP). O negócio nasceu após a trajetória da founder, que começou dando plantões de química ainda em Lavras (MG).

A profissional iniciou aos 17 anos, em 2011, recebendo R$ 35 por tarde para ajudar colegas. O projeto virou empresa, apesar de ter passado por falência e acumular dívida de cerca de R$ 300 mil entre 2013 e 2016. O objetivo inicial era sustentar a família.

Em 2025, a CRF fechou com faturamento de R$ 2,3 milhões. A meta para 2026 é alcançar R$ 5 milhões, com cerca de 320 alunos atendidos. A transição ocorreu após a mudança de cidade e o amadurecimento do modelo de ensino personalizado.

Modelo de ensino e estrutura

Diferente de cursinhos tradicionais, a CRF adota um formato boutique, com foco em ensino individualizado e plantões de dúvidas. Um aluno de pré-vestibular integral recebe oito aulas semanais, com o restante do tempo dedicado ao estudo orientado por assessores.

O preço médio varia conforme o pacote: em torno de R$ 2,5 mil no contraturno e R$ 4,5 mil no pré-vestibular integral. Em março de 2026, a instituição registrou R$ 700 mil de receita, após reajuste de preços ocorrido pela primeira vez em oito anos.

A operação atual conta com mais de 50 colaboradores, incluindo 30 docentes, 12 assessores de ensino, 5 psicólogos e 3 pedagogos. Há também equipes de RH, financeiro e experiência do cliente.

História de crescimento e metas

Após reorganizar as finanças, a CRF ampliou a sede de 800 metros quadrados com 32 salas de atendimento. A metodologia, chamada estudo individual orientado, será publicada em livro ainda neste ano. As reuniões familiares ocorrem a cada 40 dias, para feedback.

Faetti afirma que o modelo não é escalável no sentido tradicional; a boutique de ensino prioriza personalização. O plano estratégico prevê abertura de quatro novas unidades próprias até 2031, em capitais e cidades estratégicas, mantendo o formato de unidades restritas.

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