- O Unicef lançou em 30 de abril a campanha Violência Não Cola, com um álbum digital interativo para prevenir violência contra crianças e adolescentes, aproveitando a Copa do Mundo.
- No álbum, as figurinhas representam comportamentos de cuidado e respeito (parentalidade protetiva) versus agressões, negligência e abuso.
- O apoio de nomes do futebol inclui Rodrygo e Paulinho; um vídeo da campanha será exibido em 2 de maio na partida Palmeiras x Santos, no Allianz Parque.
- Dados apontam que, entre 2021 e 2023, mais de 15 mil crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta, e mais de 165 mil sofreram violência sexual, grande parte dentro de casa; 80% das vítimas são meninas.
- A campanha traz orientações para cuidadores, como evitar agressões, ouvir a criança e estabelecer limites com respeito, e aponta a necessidade de esforço coletivo de governo, escolas, empresas e meios de comunicação.
Em meio à Copa do Mundo, o Unicef lançou na última quinta-feira (30/4) a campanha “Violência Não Cola”, voltada à prevenção da violência contra crianças e adolescentes. A ação acontece no Brasil, com um álbum digital interativo. O objetivo é estimular o diálogo entre famílias sobre cuidados e limites.
A ideia transforma o tradicional álbum de figurinhas em ferramenta educativa. Figurinhas representam comportamentos que devem ou não entrar em campo na educação infantil: por um lado, cuidado e respeito; por outro, agressões, negligência e abuso. A linguagem é acessível e visual.
Representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman afirma que a campanha aproveita a visibilidade do esporte para tratar de um tema urgente. Ele destaca que relações baseadas em diálogo protegem o desenvolvimento infantil e reduzem riscos.
Rodrygo, atacante do Real Madrid, e Paulinho, do Palmeiras, apoiam a iniciativa. Um vídeo da campanha será exibido em 2 de maio durante Palmeiras x Santos, no Allianz Parque, em São Paulo, ampliando o alcance.
Dados alarmantes
Dados do Unicef e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam gravidade do tema. Entre 2021 e 2023, mais de 15 mil crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta no país. Mais de 165 mil sofreram violência sexual, na maioria dentro de casa.
A violência sexual afeta principalmente meninas, que correspondem a cerca de 80% das vítimas. Traumas podem causar sequelas duradouras no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças.
A campanha também traz orientações para cuidadores. Evitar agressões, escutar a criança e estabelecer limites com respeito são recomendações centrais. A ideia não é a ausência de disciplina, mas educação consciente.
Funcionamento do álbum
O álbum digital convida as famílias a interagir com o conteúdo e refletir sobre atitudes cotidianas. No verso de cada figurinha, dados ajudam a dimensionar a gravidade da violência infantil no Brasil.
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