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Universidades apoiam mães pesquisadoras, ações ainda pontuais

Universidades apoiam mães pesquisadoras, mas ações seguem pontuais; programas como Mães na Universidade e Aurora buscam ampliar permanência e oportunidades

Cristiani Derner, 34, participa desde 2021 do projeto Mães na Universidade, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde se graduou em serviço social
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  • O projeto Mães na Universidade, da UFRJ, oferece apoio gratuito (oficinas, apoio psicológico, rodas de conversa e preparação para pós-graduação) para mães estudando em diferentes regiões do país.
  • O Programa Aurora, promovido pela Capes, vai oferecer entre duzentas e trezentas bolsas para professoras em pós-graduação grávidas ou com filhos de até dois anos, com contratação de pesquisadores assistentes.
  • A líder da Ampet afirma que as ações são pontuais e pede articulação entre ministérios para enfrentar a empregabilidade de mães na academia. A Capes reconhece a necessidade de mais ações estruturais nas universidades.
  • Na UFRN, o edital Mães Pesquisadoras (2024) ampliou de quinze para quarenta o número de contempladas; em 2025, 15 mães foram selecionadas para bolsas de iniciação científica.
  • Relatos de beneficiárias destacam valor do apoio para manter mães na pesquisa desde a graduação, visando futuras posições docentes e pesquisadoras.

O tema é a permanência de mães pesquisadoras no ensino superior. Em diferentes estados, projetos e editais buscam manter mulheres com filhos no caminho da graduação e da pesquisa, reduzindo barreiras sociais e institucionais. O movimento aponta avanços, mas ainda depende de ações pontuais.

No Rio de Janeiro, o projeto Mães na Universidade, ligado à UFRJ, oferece suporte psicológico, oficinas e orientação para mães que estudam na instituição. A iniciativa já atua desde 2021 e atende mães de diversas regiões do país.

Programa Aurora e ações nacionais

A Capes lançou o Programa Aurora para apoiar, com bolsas, mães em pós-graduação grávidas ou com filhos de até dois anos. A meta é manter a continuidade acadêmica e evitar cortes de tempo de pesquisa, com até 300 bolsas previstas.

A diretora executiva da Ampet questiona o alcance da medida e destaca a necessidade de articulação entre ministérios para enfrentar problemas de empregabilidade das mães. A Capes reconhece que faltam políticas estruturantes nas universidades.

Iniciativas na UFRN

Na UFRN, o edital Mães Pesquisadoras foi criado em 2024 para financiar projetos de pesquisa de professoras com filhos. O programa atraiu mais de cem interessadas e ampliou o número de contempladas, de 15 para 40.

Em 2025, novo edital selecionou 15 mães estudantes, com bolsas de iniciação à pesquisa e permanência até a conclusão da graduação. Uma das contempladas desenvolve energia eólica offshore, sob orientação de professora que também é mãe.

Experiências na UFRJ

O grupo Mães na Universidade, da UFRJ, surgiu a partir de demandas de mães em 2021. As ações são gratuitas e incluem rodas de conversa, apoio psicológico e orientação para pós-graduação. Membros indicam carências de infraestrutura e insegurança no mercado de trabalho.

Mithaly Corrêa, pesquisadora e mãe de três filhos, afirma que a rede de apoio foi crucial para concluir sua graduação, após longo período de estudos. Ela hoje defende dissertação de mestrado em educação na UERJ.

Perspectivas e diretrizes

No âmbito federal, o Ministério da Educação prepara diretrizes a partir de um grupo de trabalho sobre permanência materna nas Instituições de Ensino Superior. O objetivo é criar políticas nacionais e orientar ações, inclusive com espaços de apoio, como Cuidotecas, para mães e pais universitários.

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