- O Parlamento britânico aprovou lei que proíbe a venda de tabaco para pessoas nascidas a partir de 1 de janeiro de 2009, criando uma geração que não poderá comprar cigarro legalmente no futuro.
- A medida também restringe cigarros eletrônicos, com limites a sabores, embalagens e uso em locais públicos; o Reino Unido pode se tornar o segundo país a adotar a proibição intergeracional.
- No Brasil, a comercialização de cigarros eletrônicos é proibida, mas o consumo entre jovens cresce, com a taxa de fumantes jovens subindo de 9,2% em dois mil e vinte e três para 11,5% em dois mil e vinte e quatro.
- Segundo o Inca, o tabagismo causa quatrocentos e setenta e sete mortes diárias e custa cento e cinquenta e três bilhões e quinhentos milhões de reais por ano, com mais de cento e quarenta e cinco mil óbitos evitáveis.
- Especialistas dizem que medidas restritivas isoladas não bastam; é necessário combinar educação, informação, impostos, ambientes livres de fumaça e campanhas de conscientização para formar uma geração com decisões informadas.
O Parlamento Britânico aprovou um projeto de lei que proíbe a venda de produtos de tabaco para pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. A medida faz com que essa geração nunca possa comprar cigarro legalmente, tornando o Reino Unido o segundo país com proibição intergeracional do tabaco. A proposta também impõe restrições a cigarros eletrônicos, sabores, embalagens e uso em locais públicos.
A discussão envolve educação, saúde pública e o impacto do mercado ilegal. Críticos alertam para o risco de reforçar o comércio ilícito de tabaco e produtos correlatos, tema que dialoga com políticas brasileiras. A proposta, no entanto, conta com amplo apoio popular segundo pesquisas.
No Brasil, a venda de cigarros eletrônicos é proibida, mas o consumo entre jovens vem aumentando. Dados recentes do Vigitel apontam alta de 9,2% para 11,5% no contingente de fumantes jovens entre 2023 e 2024, sinalizando reversão de uma tendência de queda.
Segundo o Inca, o tabagismo é responsável por 477 mortes diárias no país. Os custos anuais chegam a 153,5 bilhões de reais, com estimativa de que mais de 145 mil mortes poderiam ser evitadas. Trata-se da principal causa evitável de adoecimento.
A partir dessas informações, pergunta-se se apenas proibições geracionais bastam para conter o problema. A avaliação é de que isoladas, não. A experiência brasileira reforça a necessidade de combinação de estratégias. Educação permanece como pilar central.
O Inca orienta que conversa rápida com um profissional de saúde pode evitar a iniciação ou estimular a cessação do tabagismo. Investir em ações educativas, especialmente entre jovens, é visto como essencial para reduzir o consumo.
Medidas complementares como aumento de impostos, ampliação de ambientes livres de fumaça e campanhas contínuas de conscientização aparecem como caminhos comprovadamente eficazes. O foco é formar uma geração bem informada, por meio de políticas públicas consistentes.
Entre na conversa da comunidade