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Protesto de alunos de USP, Unesp e Unicamp termina em confronto no centro de SP

Confronto entre estudantes da USP, Unesp e Unicamp e atuação da polícia com gás de pimenta interrompem reunião do Cruesp no centro de São Paulo

Homem de camiseta vermelha avança com soco em direção a outro homem de jaqueta preta que se protege com os braços. Pessoas ao redor observam e registram a cena com celulares e câmeras. Bandeiras e árvores aparecem ao fundo.
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  • Estudantes da USP, Unesp e Unicamp protestaram em frente ao prédio onde ocorria reunião do Cruesp, no centro de São Paulo, e a sessão foi cancelada após a confusão.
  • Chegaram ao local os vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, ambos do União, que partiram para provocações; o parlamentar Rubinho Nunes afirmou ter sido agredido e que iria para o hospital.
  • A Polícia Militar interveio com gás de pimenta para dispersar os manifestantes.
  • O movimento pede o aumento das bolsas do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe) de 885 para cerca de 1.804 reais, além de melhorias nos restaurantes universitários.
  • A reitoria propõe reajuste dos auxílios pelo índice IPC-Fipe; o orçamento de 2026 para assistência estudantil é de 461 milhões de reais.

Pouco antes das 14h30 desta segunda-feira, estudantes de USP, Unesp e Unicamp reuniram-se na região da República, no centro de São Paulo, em frente ao prédio onde ocorreria a reunião dos reitores. O protesto interrompeu o cronograma oficial após provocação de dois vereadores.

Vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, ambos do União, chegaram ao local e começaram a provocar os manifestantes. Em resposta, houve confronto entre alunos e apoiadores, com agressões registradas. A Polícia Militar interveio com gás de pimenta para dispersar a confusão.

A reunião do Cruesp foi cancelada. Enquanto parte dos estudantes permaneceu no entorno do prédio, a ação policial deixou feridos e detidos, conforme relatos de testemunhas. A prefeitura não confirmou detalhes oficiais sobre o número de feridos.

Contexto e desdobramentos

Desde a invasão da reitoria na quinta-feira (7), os alunos tentam retomar negociações para encerrar a greve iniciada em 14 de abril. O movimento reivindica melhorias em bolsas do Papfe, reajustes de auxílios e qualidade dos serviços nos restaurantes universitários.

A reitoria propõe reajuste dos auxílios pelo IPC-Fipe, elevando o valor mensal de 885 para 912 reais no formato integral e de 330 para 340 reais no formato com moradia. O orçamento de 2026 para assistência estudantil é de 461 milhões de reais.

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