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Proibição de celulares em escolas reduz uso, mas não melhora notas rapidamente, aponta estudo

Proibição de celulares reduz uso nas escolas dos Estados Unidos, mas não altera notas; melhoria da disciplina aparece gradualmente

Cartazes alertando da proibição do uso de celular na Escola Vereda, em São Bernardo do Campo na região metropolitana de São Paulo.
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  • Proibição de celulares nas escolas reduziu significativamente o uso dos aparelhos, mas não gerou mudanças relevantes nas notas dos alunos.
  • O estudo, do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos Estados Unidos, analisou dados de 2018 a 2025 em mais de 41 mil escolas, incluindo desempenho, frequência e disciplina.
  • Participaram pesquisadores da Universidade de Stanford, Universidade da Pensilvânia, Duke e Universidade de Michigan.
  • No primeiro ano das regras, houve aumento de indisciplina e piora do bem-estar dos estudantes; após esse período, as tendências começaram a melhorar.
  • No segundo ano, os incidentes disciplinres caíram e o bem-estar relatado pelos alunos voltou a melhorar, mas o impacto acadêmico continuou considerado praticamente nulo.

O que aconteceu: uma série de escolas estaduais dos Estados Unidos adotou regras que proíbem ou restringem o uso de celulares em sala de aula. A medida ganhou apoio de pais e docentes com a expectativa de melhorar o desempenho, reduzir distrações e preservar o bem-estar estudantil.

Quem está envolvido: o estudo foi conduzido por pesquisadores das universidades Stanford, Pensilvânia, Duke e Michigan, com apoio do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA. A análise envolveu dados de mais de 41 mil escolas entre 2018 e 2025.

Quando e onde ocorreu: as regras foram implementadas ao longo de vários anos até 2025 em escolas públicas de diferentes estados norte‑americanos. O levantamento acompanha o período de implantação e os desdobramentos subsequentes.

Por quê: o objetivo declarado foi reduzir o uso de dispositivos durante as aulas, visando melhorias em foco, participação e clima escolar. A pesquisa também avaliou impactos em frequência, disciplina e bem‑estar dos estudantes.

Impacto acadêmico

As restrições mostraram sucesso em reduzir o uso de celulares durante o horário escolar, cumprindo o objetivo imediato. Contudo, as notas e o desempenho em provas não apresentaram mudanças relevantes no conjunto analisado.

Os pesquisadores destacam que o efeito educacional é, em geral, modesto. Em entrevistas, os autores ressaltam que soluções simples costumam gerar ganhos aparentes, mas podem não transformar resultados acadêmicos de médio a longo prazo.

Desdobramentos e contexto

No primeiro ano de implementação, houve aumento de incidentes disciplinares e queda no bem‑estar relatado por alguns alunos. Esses efeitos são atribuídos à resistência inicial às regras e à intensificação da fiscalização.

Com o tempo, os dados indicaram queda nos problemas disciplinares e melhoria gradual do bem‑estar no segundo ano de vigência das proibições, sugerindo adaptação dos estudantes às novas regras.

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