- Estudo do Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas com mais de quarenta mil escolas nos Estados Unidos avaliou políticas de proibição de celulares em sala de aula.
- Constatou que a proibição melhorou o bem-estar de crianças e adolescentes, mas não houve melhoria comprovada no desempenho acadêmico.
- O banimento teve efeito limitado também em relação ao bullying online e à redução de suspensões.
- A pesquisa acompanhou as escolas por até três anos após a implementação da proibição.
- O estudo cita pesquisas anteriores que discutem possíveis impactos cognitivos do uso de celulares, mas o resultado principal mostra benefícios modestos e ganhos restritos no desempenho.
O banimento de smartphones na sala de aula teve efeito positivo no bem-estar de estudantes nos Estados Unidos, mas o impacto no desempenho acadêmico, no bullying online e nas suspensões foi menor do que o esperado. A conclusão é de um estudo do Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas (NBER), que pesquisou mais de 40 mil escolas. A análise comparou instituições que adotaram a proibição com aquelas que mantiveram os aparelhos.
O estudo avaliou indicadores de bem-estar, comportamento e desempenho acadêmico ao longo de até três anos após a implementação da política. Os resultados indicam melhoria no bem-estar dos alunos, porém não houve ganho significativo no rendimento escolar nem na redução de suspensões ou de bullying online ligado a dispositivos móveis dentro do ambiente escolar.
Efeito da presença de aparelhos na sala
Os pesquisadores discutem a teoria da drenagem cognitiva associada ao uso de smartphones. Em linhas gerais, manter o celular fora da visão pode exigir menos recursos mentais durante as atividades. O estudo cita que o desempenho foi melhor quando o aparelho ficou em uma sala separada, e apenas marginalmente melhor quando ele ficava no bolso ou na mochila, sugerindo que a simples presença do dispositivo na sala pode influenciar o rendimento.
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