- O ministro Philippe Baptiste anunciou que o aumento das taxas de matrícula para estudantes de fora da União Europeia deve ser aplicado pelas universidades no ano letivo de dois mil e vinte e sete, com início em setembro.
- As novas tarifas ficam em dois patamares: graduação a € 2.895 (cerca de R$ 16 mil) e mestrado a € 3.941 (cerca de R$ 21.700); doutorado não sofre aumento; apenas até 10% dos estudantes poderão ter isenção, em situações específicas.
- A medida integra o plano Choose France for Higher Education, com justificativas oficiais de fortalecer atratividade e acolhimento, mas tem gerado resistência de associações estudantis e de reitores, que apontam déficits orçamentários e ajustes nas despesas como motivação dos aumentos.
- Estudantes brasileiros na França têm denunciado sensação de menos acolhimento; entidades estudantis destacam que as medidas podem dificultar a permanência e o pagamento de estudos, ainda mais após debates sobre fim de auxílio-moradia para estrangeiros não pertencentes à UE.
- A situação financeira das universidades francesas está sob pressão, com previsão de deficit e cortes de até € 13 milhões em algumas instituições; muitos relatam redução de investimentos, apesar do orçamento de 2026.
A França confirmou o aumento das taxas para estudantes internacionais fora da União Europeia. A decisão foi anunciada pelo ministro do Ensino Superior, Philippe Baptiste, em 20 de abril, e deve valer para o ingresso de 2026-2027, com início em setembro. Universidades devem aplicar o novo valor por decreto, com possibilidade de até 10% de isenção em casos específicos.
A medida integra o plano Choose France for Higher Education, visando tornar o país mais atraente. Mesmo com autonomia universitária, o governo pressiona para que o preço diferenciado seja adotado já na matrícula do próximo ano letivo. A mudança não detalha prazos adicionais.
Alunos de fora da UE deverão pagar 2.895 euros para graduação (cerca de 16 mil reais) e 3.941 euros para mestrado (aprox. 21,7 mil reais). Estudantes franceses e europeus manterão valores menores; o doutorado não terá ajuste. O governo sustenta que o objetivo é fortalecer o polo de ensino e pesquisa na França.
Mudança de cenário
A proposta gerou reação de associações estudantis e reitores, que já apontam dificuldades orçamentárias. Universidades citam déficits e aumento de custos, com cortes de investimentos e necessidade de planos de economia. Os relatos indicam pressão financeira para instituições públicas e privadas.
Entre organizações representativas, a Apeb-Fr vê a medida como contrária a metas de atrair estudantes brasileiros. A entidade destaca que o Brasil estabeleceu acordo para ampliar o número de alunos, mas há sinais de queda nessa faixa. Dados de Campus France indicam leve queda entre 2019 e 2024.
Impacto entre estudantes brasileiros
Brasileiros em Paris relatam incertezas sobre isenções e custos. Estudantes em início de curso estudam opções de trabalho para complementar a renda, com limitações de vigência de visto. Alguns já foram informados de que a cobrança poderá não afetar quem já está inscrito, conforme decisões institucionais locais.
Relatos de alunos evidenciam preocupação com a viabilidade financeira de continuar os estudos no país. O custo elevado demonstra o desafio de manter bolsas, empregos de meio período e economia doméstica diante das novas cobranças. A situação varia conforme a universidade e o curso.
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