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IA encerra tradição de 133 anos na Universidade de Princeton

Princeton volta a exigir fiscal em sala nas avaliações, encerrando 133 anos de protocolo autônomo por IA, a partir de julho de dois mil e vinte e seis

Alunos da Universidade de Princeton: fim das provas sem supervisão.
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  • Em Princeton, o Código de Honra, criado em 1893, orienta provas em sala sem a presença de tutor.
  • A partir de 1º de julho de 2026, avaliações presenciais terão um fiscal em sala, encerrando 133 anos de provas não supervisionadas.
  • A mudança é justificada pela dificuldade de garantir integridade diante de IA generativa e dispositivos pessoais com acesso à internet.
  • O decano Michael Gordin afirma que a presença do fiscal pode funcionar como dissuasor de irregularidades e servir como testemunha.
  • Dados históricos e pesquisas internas indicam aumento de uso de IA e de relatos de violações, contribuindo para a adoção da nova regra.

Em Princeton, o Código de Honra que rege avaliações presenciais mudou pela primeira vez em 133 anos. A regra vigente desde 1893 previa que provas em sala não teriam tutor presente, com o professor distribuindo, indo embora e recolhendo as folhas ao fim. Cada aluno assinava uma declaração de não violar o código.

A partir de julho de 2026, avaliações presenciais contarão com um fiscal em sala. A alteração foi aprovada por todas as instâncias da universidade. O objetivo é enfrentar o uso de ferramentas de Inteligência Artificial e facilitar o acesso a dispositivos conectados à internet durante as provas.

A decisão é sustentada por relatos de insegurança na comunidade acadêmica, segundo o decano Michael Gordin. O uso de IA generativa, a facilidade de acesso a dispositivos pessoais e o papel das redes sociais contribuíram para a percepção de fraude em exames. A presença do fiscal busca atuar como testemunha e dissuadir condutas inadequadas.

Além disso, ataques de fraude vêm ganhando atenção com a dinâmica de denúncias. A ideia é reduzir falsos positivos e negativos no Comitê de Honra, ao mesmo tempo em que se mantém um mecanismo de observação por parte do avaliador. O objetivo é manter rigor, sem eliminar a confiança na integridade estudantil.

Dados de 2025 mostram ganhos de preocupação. Um levantamento interno indicou que quase 30% dos formandos admitiram, anonimamente, ter colado em algum exame. Além disso, quase metade relatou testemunhar violações sem denunciar. O uso do ChatGPT em tarefas sem permissão subiu substancialmente em relação ao ano anterior.

O contexto histórico da instituição ajuda a entender a mudança. Princeton, criada em 1746, já enfrentou diversas crises que questionavam a prática de supervisão. Em 2025, a comunidade discute o equilíbrio entre confiança, dissuasão e responsabilização durante avaliações. A IA aparece como elemento central da polêmica atual.

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