- No mês do Educador, celebrado em 28 de maio, destacam-se as educadoras voluntárias que atuam em bibliotecas comunitárias da Amazônia.
- Na rede da Vaga Lume, presente em mais de 100 bibliotecas abertas em 23 municípios da Amazônia Legal, 30% dos voluntários são professoras.
- Tainá Silva Cabral, de Macapazinho (Pará), atua como educadora voluntária na biblioteca comunitária integrada à rede da organização.
- Naline Cabral, da Comunidade Indígena Renascer, em Novo Airão (Amazonas), acompanha mudanças nas crianças que passaram a enxergar-se também como leitores, autores e ilustradores.
- A diretora-executiva da Vaga Lume, Lia Jamra, afirma que a presença de educadoras reforça o vínculo, pertencimento e continuidade cultural por meio da leitura.
A homenagem ao mês do Educador destaca o trabalho de professoras que atuam em bibliotecas comunitárias da Amazônia. Em comunidades remotas, o acesso aos livros ainda é desigual, e educadoras ajudam a manter vínculos, histórias e o direito de crianças e jovens ao imaginário e à leitura.
Na rede da Vaga Lume, com mais de 100 bibliotecas em 23 municípios da Amazônia Legal, 30% dos voluntários são professoras. A presença dessas educadoras decorre do reconhecimento de que o livro pode transformar a vida de uma criança ao ampliar oportunidades além da escola.
O Dia do Educador, celebrado em 28 de maio, evidencia o papel dessas mulheres que transformam leitura em ferramenta de pertencimento e transformação social nas comunidades. A atuação imprime novas rotas para a leitura dentro do território.
Pontos de destaque
Tainá Silva Cabral, moradora da comunidade quilombola Macapazinho, no Pará, atua desde a graduação em pedagogia até o estágio e o voluntariado na biblioteca ligada à Vaga Lume. Ela afirma que o espaço acolhe, fortalece identidade e amplia repertórios sem abandonar o território.
Para Tainá, a biblioteca é um espaço de aprendizagem, convivência e transformação, onde crianças, adolescentes e adultos acessam histórias e fortalecem a identidade quilombola. Ela vê a educação como processo que vai além da sala de aula, despertando sonhos e prazer pelo aprender.
Impacto em Novo Airão
Na Comunidade Indígena Renascer, em Novo Airão, Amazonas, a chegada da Vaga Lume criou sinergia entre saberes tradicionais e práticas de leitura. A educadora Naline Cabral acompanhou as mudanças, observando que livros estimulem interesses entre jovens e incentivar a autoria local.
Naline ressalta que crianças passaram a se reconhecer como leitores, ilustradores e contadores de histórias. O projeto também impulsiona a criação de livros artesanais e a preservação de memórias locais, fortalecendo a identidade comunitária.
Visão institucional
Para Lia Jamra, diretora-executiva da Vaga Lume, a participação de professoras voluntárias explica a história da organização. A equipe envolvida transforma bibliotecas em espaços vivos de descoberta, conectando crianças a experiências literárias para além da escola.
A gestora aponta que o papel dessas educadoras envolve fortalecer identidades, preservar histórias e ampliar perspectivas de futuro. Em territórios com acesso limitado à leitura, o trabalho mantêm a literatura como espaço de pertencimento e continuidade cultural.
Entre na conversa da comunidade