- Harvard aprovou limite de 20% + 4 para notas A em todas as disciplinas de graduação a partir do segundo semestre de 2027, como forma de conter a inflação de notas máximas.
- A medida foi aprovada pelo corpo docente por 458 votos a 201 (cerca de 70%).
- Foi aprovada outra proposta para usar classificações por percentil, em vez do GPA, para determinar prêmios e honrarias internas (498 a 157).
- Uma terceira proposta, que permitiria isenção do limite de A em algumas disciplinas com um sistema de três níveis (insatisfatório, satisfatório, satisfatório com distinção), foi rejeitada por 364 votos a 292.
- O relatório que embasa as medidas aponta aumento de notas A ao longo dos anos, com A representando 24% de 2005, 40,3% em 2015 e 60,2% em 2025; o GPA médio passou de 3,64 em 2015 para 3,83 em 2025.
Harvard aprovou medidas para reduzir o excesso de notas A em graduação. A nova regra estabelece um limite de 20% mais 4 pontos para notas A em todas as disciplinas, a partir do segundo semestre de 2027. A decisão veio após avaliação de métodos de avaliação da instituição.
O corpo docente aprovou a proposta principal por 458 votos a 201, cerca de 70% dos votos, segundo o Harvard Crimson. Além disso, foi aprovada uma medida que substitui o GPA por classificações médias por percentil para determinar prêmios internos, com 498 votos a 157 (76%).
Contexto e propostas
A instituição também rejeitou uma terceira proposta que permitiria exceções ao limite de A para disciplinas com avaliação em três níveis. Essa medida foi derrotada por 364 contra 292 votos. O Escritório de Educação de Graduação e a reitora Amanda Claybaugh lideraram as iniciativas.
O relatório divulgado aponta que o excesso de notas A, consideradas como desempenho excepcional, estava prejudicando a cultura acadêmica da faculdade. Dados mostram que A representavam 24% das notas em 2005, 40,3% em 2015 e 60,2% em 2025, com a média de notas ascendendo desde 2017.
Resultados e implicações
Entre 2015 e 2025, o GPA médio dos formandos subiu de 3,64 para 3,83. A administração argumenta que o sistema atual não informa os estudantes sobre melhorias e favorece a percepção de esforço, em vez da qualidade do trabalho entregue.
Ayrton Harvard já havia enfrentado discussões semelhantes em Ivy League. Em 2004, Princeton adotou restrições para limitar notas A, embora as medidas tenham sido revistas em 2014. Autoridades destacam que, segundo pesquisas, notas elevadas demais elevam ansiedade e dificultam candidaturas a fellowships.
Entre na conversa da comunidade