Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo aponta desigualdades na educação entre campo e cidade na Amazônia

Estudo na Amazônia identifica hierarquização da oferta de ensino entre campo e cidade e esforço espacial de famílias para acessar educação melhor

Novos Cientistas - USP
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de doutorado de Felipe Passos, defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, analisa a oferta de educação na Amazônia e suas diferenças entre campo e cidade.
  • O trabalho, orientado pelo professor Eduardo Donizeti Girotto, aponta uma hierarquização espacial na qualidade do ensino médio na região.
  • A pesquisa utilizou dados de matrículas e cerca de 20 entrevistas em campo, realizadas em dois momentos: em um município e em uma Vila Ribeirinha, ambas na Amazônia Paraense.
  • As viagens de campo incluíram deslocamento de barco de aproximadamente duas horas e meia partindo de Belém, até a Ilha do Marajó, no Pará.
  • Segundo o pesquisador, quando não há escola no campo, famílias precisam realizar o que ele chama de esforço espacial para levar os alunos a uma oferta de educação mais adequada.

Na Amazônia, pesquisador revela diferenças na oferta de educação entre o campo e a cidade. O estudo de doutorado intitulado Educação na Amazônia: estrutura territorial da oferta e esforço espacial das famílias foi apresentado na USP, com orientação do professor Eduardo Donizeti Girotto. Felipe Passos participou de entrevista no podcast Os Novos Cientistas.

Segundo o geógrafo, existe uma hierarquização espacial na qualidade do ensino médio da região. Essa desigualdade é moldada por fatores como a existência de escola, formação de professores e infraestrutura escolar, além da demanda local. Quando não há escola no campo, famílias costumam fazer um esforço para levar o aluno a opções melhores.

Para a pesquisa, Felipe analisou matrículas para entender as trajetórias entre campo e cidade e realizou cerca de 20 entrevistas em campo. Entrevistei diretores, coordenadores, professores, responsáveis por estudantes e ex-alunos de programas do ensino médio na Amazônia Paraense.

As entrevistas ocorreram em dois momentos de campo: em um município e em uma vila Ribeirinha. O deslocamento até esses locais exigiu cerca de 2 horas e meia de barco a partir de Belém, no Pará. As informações ajudam a mapear como a oferta educacional é estruturada na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais