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Como a leitura pode empoderar meninas e abrir oportunidades

Leitura crítica de literatura feminina amplia a visão de meninas diante da violência e da desigualdade, fortalecendo reflexão, autonomia e debate nas escolas

(Foto: Seven Shooter/Unsplash )
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  • Dados de 2025 mostram 1.568 feminicídios no Brasil, alta de 4,7% em relação a 2024; em janeiro de 2026, o aumento foi de 3,49%.
  • A leitura é apresentada como processo de autoconhecimento, um momento de introspecção sem dispositivos ou interrupções.
  • É necessário qualificar a leitura, indo além de uso utilitário e escolhendo obras de qualidade para formação estética e reflexão crítica.
  • Projetos de leitura nas escolas, com envolvimento de famílias, que valorizem meninas e mulheres, oferecem ferramentas simbólicas contra violência e desigualdade.
  • A literatura escrita por mulheres amplia horizontes, ajudando jovens a rever pensamentos e comportamentos, com narrativas que desmistificam fragilidade e inferioridade femininas.

A violência contra meninas e mulheres persiste no mundo, incluindo o Brasil. Dados de 2025 registraram 1.568 feminicídios, alta de 4,7% frente 2024. Em janeiro de 2026, o crescimento chegou a 3,49%. Esses números revelam continuidade do problema.

As obras de arte e de literatura refletem a sociedade e suas mazelas. Contos de fadas, por exemplo, moldaram papéis de gênero ao longo do tempo, com meninas idealizando príncipes e caminhos limitados.

A leitura aparece como ferramenta de enfrentamento. Estudos apontam que a leitura favorece o autoconhecimento e a reflexão individual, longe de telas e distrações, promovendo compreensão de conflitos internos.

Leitura crítica e formação

É preciso qualificar as leituras, indo além de propostas utilitárias. Escolhas literárias de qualidade devem educar sensibilidades e estimular interpretações críticas, livres de amarras didáticas restritivas.

Projetos escolares de leitura que valorizem meninas e mulheres oferecem referências simbólicas para enfrentar violência e desigualdade, fortalecendo identidades humanas e plurais.

A literatura produzida por mulheres amplia horizontes, revelando complexidade, talento e dignidade femininos. Ao ler, jovens podem revisar comportamentos e ampliar o repertório de possibilidades.

Há uma variedade enorme de livros infantis e infantojuvenis de alta qualidade, nacionais e internacionais, que desmontam estereótipos de fragilidade feminina. Narrativas potentes inspiram mediação de leitura.

Maíra Weber é doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo.

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