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Onda de casos de abuso infantil abala escolas em Paris

Caso de abuso sexual envolvendo animadores abala escolas de Paris; investigações chegam a quase cem creches e escolas, enquanto reformas de recrutamento são anunciadas

Parents have been shocked by the wave of allegations and protests have been held that feature slogans such as "protect our children"
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  • Em Paris, um assistente escolar vai a julgamento na terça-feira por suposta mistreatment sexual de cinco crianças na escola Alphonse Baudin (11º arrondissements).
  • O caso integra um escândalo de um ano que abalou o ensino na capital, onde cerca de 15 mil animadores atuam como staff não docentes.
  • Investigações seguem em quase cem creches, jardins de infância e escolas onde animadores são acusados de comportamentos inadequados, agressivos ou sexualizados.
  • Outros três julgamentos estão marcados para o verão e há veredito de um quarto processo já realizado neste mês; mais podem ocorrer.
  • A prefeitura de Paris anunciou medidas, incluindo € 20 milhões para formação e monitoramento, com suspensão automática após uma única queixa; quase 80 animações já foram suspensos desde o começo do ano.

Um assistente escolar em Paris será julgado na terça-feira por suspeita de maus-tratos sexuais a crianças sob sua responsabilidade. O caso faz parte de um escândalo que se arrasta há meses e envolve milhares de assistentes não docentes, chamados animateurs, em escolas públicas da capital francesa.

As investigações são conduzidas em quase 100 creches, jardins de infância e escolas primárias de Paris, onde os animateurs foram acusados de conduta inadequada, agressiva ou sexualizada. Outros três processos devem ocorrer neste verão, com veredicto já aguardado em uma ação anterior.

O julgamento desta semana é sobre a Escola Alphonse Baudin, no 11º arrondissement. O animateur é acusado de toques sexualizados em cinco crianças. O caso eleva o número de denúncias envolvendo o corpo de funcionários que atua durante o horário de almoço e após as aulas, sem função docente.

A crise desacolou desconfiança entre pais, que criticam a prefeitura pela condução inicial das denúncias. A SOS-Périscolaire, associação que atua no acompanhamento, relata que a formação precária e a baixos salários facilitam a contratação de profissionais sem qualificação adequada.

Elisabeth Guthmann, que fundou a SOS-Périscolaire em 2021, aponta relatos de intimidações e abusos leves entre animateurs, citando ainda um episódio em que quatro responsáveis por uma escola promoveram uma espécie de competição entre crianças. A prefeitura planeja reformar o recrutamento com investimento de 20 milhões de euros em treinamento e monitoramento, além de suspender automaticamente quem recebe uma única queixa.

Os animateurs, em grande parte contratados por contratos de curto prazo, acompanham as crianças em horários de refeições e após as aulas, conduzindo atividades esportivas, artísticas e de lazer. Em meio ao escândalo, eles dizem sofrer suspeitas generalizadas e já realizaram greve por reconhecimento e melhores condições de trabalho.

Representantes sindicais e de pais defendem que a prefeitura precisa manter investigações justas e melhorar procedimentos de alerta. A reação pública varia entre cobranças por responsabilização e preocupações sobre fairness para os profissionais envolvidos.

A onda de denúncias permanece centrada em Paris, com ativistas afirmando que problemas semelhantes ocorrem em outras partes do país. A cobertura é acompanhada por organizações locais e pela imprensa internacional.

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