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Avanços na política de equidade ganham apoio público

Dois terços dos municípios reduzem hiato racial na aprendizagem e disputam recursos do Fundeb para ampliar educação de direitos étnico-raciais

Estudantes da escola municipal Ruben Bento Alves, de Caxias do Sul (RS), onde são realizadas atividades escolares que envolvem temas de relações étnico-raciais - Carlos Macedo - 6.out.2022/Folhapress
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  • Dois terços dos municípios brasileiros vêm reduzindo o hiato racial na aprendizagem, conforme estudo citado no texto.
  • O avanço está associado ao Fundeb, com o VAAR estimulando investimentos que dependem de melhorias econômicas e étnico-raciais.
  • Em 2026, estão previstos recursos de sete bilhões e quinhentos milhões de reais para municípios que comprovem ganhos nesse campo.
  • O Inep organiza dados nacionais sobre desempenho educacional e abriga iniciativas como o grupo EquiDados, criado para aprimorar a produção de conhecimento sobre equidade.
  • O objetivo é fortalecer políticas públicas de educação para comunidades negras, indígenas e quilombolas, ampliando o controle social e a qualidade do ensino.

Em meio a tempos desafiadores para a democracia, o tema da equidade ganha status na educação brasileira. Dois terços dos municípios reduziram o hiato racial na aprendizagem, segundo dados que também apontam ganhos locais diante do Fundeb.

Acompanhados pelo Inep, os números mostram avanço no atendimento a metas do Valor Aluno Ano Resultado, o Vaaar, ligado ao Fundeb. O esforço resulta do protagonismo do movimento negro na inclusão de critérios raciais no financiamento da educação.

A secretaria de Educação do Ministério da Educação, liderada por Zara Figueiredo, destaca que o ganho é uma forma de reparação histórica e reforça a gestão de políticas de equidade como permanente. O foco é ampliar recursos para cidades com melhoria econômica e racial.

Avanços e estruturas de apoio

Nesta semana, será criado o grupo EquiDados, ligado ao Inep, para fortalecer a produção de conhecimento sobre equidade étnico-racial na educação. A iniciativa nasce de provocações de movimentos sociais e tem apoio de instituições de pesquisa.

O Seminário EquiDados ocorre nesta quarta e quinta-feira, reunindo parceiros como Ceert e o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG. O objetivo é qualificar indicadores e ampliar a democratização de dados para políticas públicas.

Impacto e perspectivas

Especialistas afirmam que a melhoria na qualidade da educação atinge principalmente a população negra, indígena e quilombola, que é majoritária entre os alunos do país. Municípios interessados poderão disputar recursos para ampliar ações locais.

A expectativa é que os recursos do Fundeb, no valor de 7,5 bilhões destinados a cidades que comprovem avanços, fortaleçam a equidade e induzam melhorias na educação básica. A medida depende de comprovantes de evolução econômica e racial.

Contexto institucional

O Inep, órgão responsável por avaliações nacionais, sustenta a produção de dados oficiais que orientam políticas públicas. Além do Saeb e do Censo Escolar, o instituto comentários sobre o desempenho das redes de ensino e dos índices educacionais.

A atuação conjunta do Inep, Ceert e UFMG busca consolidar uma agenda de políticas públicas voltadas à equidade étnico-racial na educação. O objetivo é ampliar a participação social no monitoramento de resultados.

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