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HDI atinge novo patamar, sinalizando avanço humano

Brasil atinge IDHM de 0,805 em 2024, entrando no patamar de Muito Alto; educação lidera o avanço, com ganhos em longevidade e renda

A educação foi uma das áreas que mais avançaram em desenvolvimento, segundo evolução do IDHM entre 2012 e 2024 - (crédito: Reprodução)
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  • Brasil atingiu IDHM de 0,805 em 2024, entrando no grupo de países com “Muito Alto Desenvolvimento Humano” segundo o Pnud.
  • A educação foi o principal motor, pulando de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, conforme o Radar IDHM.
  • Longevidade e recuperação da renda após a pandemia também contribuíram para o novo patamar.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a marca, ressaltando que reflete políticas do seu governo e avanços na redução da desigualdade racial (IDHM da população negra subiu 10,3% entre 2012 e 2024).
  • Especialista da FGV Social sustenta que o desafio é transformar o ganho educacional em produtividade, com atenção às regiões Norte e Nordeste e ao debate sobre redução da jornada de trabalho.

O Brasil atingiu ontem o patamar de Muito Alto Desenvolvimento Humano, segundo o Radar IDHM do Pnud. A pontuação chegou a 0,805, com dados coletados entre 2012 e 2024. O marco consolida o país entre as nações de maior desenvolvimento.

O avanço foi puxado pela educação, que subiu de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024. Longevidade e recuperação de renda após a pandemia também contribuíram para a nova posição no ranking global.

Lula comemora o feito e aponta que os números refletem políticas implementadas ao longo do governo. Em redes sociais, o presidente destacou que o Brasil chegou ao patamar mínimo de 0,800 e ressaltou o papel de escolhas políticas consistentes.

O chefe do Executivo também enfatizou que ainda há um longo caminho pela frente, citando a evolução nos indicadores de educação, saúde e renda. Ele destacou que a educação foi o principal motor do progresso no período.

Desigualdades regionais

Marcelo Neri, diretor da FGV Social, relaciona a entrada no grupo de IDH Muito Alto com avanços sociais anteriores, não apenas econômicos. Ele aponta que a renda continua entre os componentes com menor desempenho relativo.

Segundo Neri, o desafio é transformar o ganho educacional em produtividade e competitividade. O economista afirma que a educação avançou, mas precisa se conectar melhor ao mercado de trabalho para gerar ganhos reais.

Neri também comenta sobre a PEC que discute reduzir a jornada de trabalho. Ele sustenta que qualquer mudança deve ser avaliada com estudos de impacto, aprendendo com experiências internacionais e com a história brasileira, como a Emenda 1988 que reduziu horas.

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