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Lula celebra validação do STF da igualdade salarial entre homens e mulheres

STF valida lei que garante igual salário para homens e mulheres; Lula defende educação como instrumento contra o feminicídio e inclusão curricular

A cobrança de Lula por uma mudança estrutural encontra eco na defesa de especialistas que enxergam a escola como um espaço de formação humana - (crédito: Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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  • STF considerou constitucional a lei que obriga empresas com cem ou mais funcionários a garantir salário igual entre homens e mulheres que exercem a mesma função, com relatórios periódicos.
  • Lula celebrou a decisão, destacando que, pela primeira vez desde a CLT, há lei de igualdade de remuneração entre homens e mulheres.
  • O presidente participou de anúncio de investimentos em infraestrutura no Amazonas e defendeu educação como ferramenta no combate ao feminicídio.
  • Lula afirmou que é necessário educar desde a creche até a universidade para reduzir a crença de que o homem seria mais forte ou poderoso que a mulher.
  • Especialistas defendem a inclusão da violência contra a mulher no currículo escolar, ressaltando a importância de uma educação integral e da reformulação das instituições de ensino, conforme Miruna Genoíno.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou constitucional a lei que obriga empresas com 100 ou mais funcionários a pagar o mesmo salário e manter critérios remuneratórios iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função, com divulgação de relatórios periódicos. A declaração ocorreu durante agenda no Amazonas, onde participou de anúncio de investimentos em infraestrutura.

Lula afirmou que, pela primeira vez desde a regulamentação da CLT em 1943, há uma lei que assegura igualdade de remuneração entre homens e mulheres, referindo-se à decisão do STF tomada em 14 de maio. O pronunciamento ocorreu no contexto de investimento público no estado.

O presidente também defendeu educação estratégica como ferramenta no combate ao feminicídio, destacando a importância de investir na formação desde a creche até a universidade. Ele ressaltou que mudanças estruturais envolvem cultura, não apenas leis.

Combate à violência contra a mulher nas escolas

Especialistas apoiam a visão de Lula de tratar o tema como questão educacional. Miruna Genoíno, pedagoga e coordenadora no Espaço Ekoa, disse que a formação integral deve incluir ferramentas para o desenvolvimento pleno do aluno, indo além de conteúdos formais.

A educadora enfatizou que a escola precisa assumir responsabilidade social e promover uma reformulação institucional para incorporar o tema. Ela apontou a necessidade de integração entre educadores, equipes pedagógicas e gestão diante de contextos de violência contemporâneos.

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