- Heitor Gaudenci Júnior, 68 anos, foi professor de filosofia por três décadas na Unimep, líder estudantil e figura ligada ao PT, além de cantor do grupo Som da Roça.
- Nasceu em 1957 e morreu em 30 de março, após mal-estar durante apresentação de violeiros em Vinhedo (SP).
- Foi secretário de Cultura de Piracicaba e teve papel na criação do Circuito das Frutas; também atuou como diretor de turismo na cidade.
- Mantinha proximidade com o PT ao longo de sua atuação política, participou de campanhas de Lula e foi citado como quem ajudou Lula a comer jabuticaba no pé na cidade onde o candidato visitou.
- Guardava mais de 1.500 livros, que serão doados à Pontifícia Universidade Católica de Campinas; deixa os filhos Anna Giulia Coppe Gaudenci e João Pedro, e era separado de Andréia de Cássia.
Heitor Gaudenci Júnior, 68, morreu no dia 30 de março após sentir mal-estar ao final de uma apresentação do Som da Roça, grupo de viola de Vinhedo (SP). Ele estava internado quando não resistiu. A família informou que o velório deve ocorrer na região.
Nascido em uma família de seis filhos, Heitor seguiu os passos do irmão Airton e chegou a estudar em colégio agrícola. Durante a juventude entrou para um mosteiro, mas abandonou a batina para estudar filosofia na PUC-Campinas e foi fortemente influenciado por Paulo Freire e Rubem Alves.
Trajetória acadêmica e pública
Durante o mestrado, Heitor tornou-se presidente da UNE, moldando o LP de uma dupla identidade: educador e líder político. Lecionou por três décadas na Unimep, sempre marcando as aulas com violão e grandes discussões sobre filosofia.
Ele atuou como secretário de Cultura em Piracicaba, mantendo vínculos próximos ao PT desde o início da história do partido. Entre campanhas, Lula já o havia acompanhado a Vinhedo para momentos de apoio e convivência política.
Legado e vida pessoal
Foi diretor de turismo em Vinhedo e teve papel central na criação do Circuito das Frutas, uma rota turística regional. Guardava mais de 1.500 livros, que serão doados à PUC de Campinas. Era conhecido por sua estatura e pelo carisma, além de apreciar o Corinthians, time que acompanhava com fervor. Autodefendia-se de diferenças, mantendo uma visão de mundo plural.
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