- Docentes da USP pedem abertura de canal de diálogo com o movimento estudantil e se juntam ao clamor pela negociação, em resposta à suspensão da reunião do Conselho Universitário realizada em 26 de maio.
- A carta também lamenta a desocupação violenta da Reitoria em 10 de maio pela polícia, a recusa de negociar com estudantes e mudanças de local do Conselho.
- Estudantes apresentaram contraproposta dentro do orçamento, mas a Reitoria não a levou em conta e segue resistente ao diálogo.
- O movimento afirma que o Conselho, em vez de ouvir a comunidade, decidiu sozinho as pautas de estudantes, servidores e docentes, contribuindo para a continuidade da greve.
- 341 docentes assinam o documento defendendo autonomia universitária e construção coletiva, e dizem que o fim da greve deve ocorrer com diálogo entre reitoria e estudantes.
Nós, docentes da Universidade de São Paulo, dirigimo-nos à comunidade uspiana para exigir um canal de diálogo com o movimento estudantil. Manifestamos perplexidade com a suspensão da reunião do Conselho Universitário, realizada em 26 de maio.
Acompanhamos os fatos que levaram à suspensão e reiteramos preocupação com a desocupação violenta da Reitoria em 10 de maio pela polícia militar, a recusa à negociação com estudantes, as ameaças de punição administrativa e jubilamento, a mudança de local do Conselho e a dissolução da Comissão de Moderação e Diálogo Institucional.
Observamos que a Reitoria tem se mostrado avessa ao diálogo. Os estudantes apresentaram uma contraproposta alinhada ao orçamento da atual gestão, que, segundo a carta, foi ignorada. Enquanto isso, a autoridade universitária assume diretrizes que reforçam a violência institucional, segundo o texto.
Contexto dos fatos
O movimento estudantil vem buscando soluções com base na realidade orçamentária da USP. A carta sustenta que o Conselho Universitário falhou em ouvir a comunidade e avançar em negociações, contribuindo para a continuidade da greve sem solução.
A carta afirma ainda que a greve não foi solucionada pela via institucional, apenas estendida. Em meio ao impasse, os docentes defendem o fim da greve mediante negociação direta do reitor com pautas estudantis, com compromisso de construção coletiva.
Assinaturas
Este comunicado é assinado por 341 docentes da USP, em ordem alfabética, entre eles Adalgiza Fornaro, Adriana Dantas, Ana Fani Alessandri Carlos, Anete Abramowicz, Ari Marcelo Solon, e muitos outros. A lista completa segue no material de origem.
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