Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Campus luxuoso da Alpha School em Nova York custa 65.000 por ano e não é escola

Maiden Lane abriga centro de homeschooling da Alpha, cobrando $65 mil/ano, embora não seja reconhecido como escola pela NYSED

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O campus da Alpha School em 180 Maiden Lane, Nova York, cobra 65 mil dólares por ano e funciona como centro de homeschooling, não como escola reconhecida; a declaração de incorporação como escola independente foi negada pelo Departamento de Educação do estado de Nova York, que apontou ensino majoritariamente online com plataforma de IA e pouca supervisão.
  • Anúncios apontam sessões de informação para o Maiden Lane e o uso da linha Alpha Anywhere, com a condição de que os pais registrariam formalmente os filhos como homeschoolers.
  • Após contatos da WIRED, a Alpha reapresentou o pedido de incorporação como escola; mesmo assim, precisará demonstrar ensino substancialmente equivalente ao da rede pública de Nova York e enfrentar o escrutínio sobre uso de IA na educação.
  • Documentos internos mostram expansão rápida e priorização de abertura de unidades “ Alpha speed”, com cortes de permissões, além de relatos de operações sem planos completos de emergência e questões de segurança.
  • A empresa também planeja ações de marketing e está buscando um(a) reitor(a) de pais para o campus de Manhattan, com salário de cerca de 400 mil dólares por ano, enquanto há controvérsias sobre conformidade regulatória e segurança.

O Alpha School mantém em Manhattan um centro de homeschooling que cobra 65 mil dólares por ano, apresentado como “escola” pela página da instituição. Localizado no 180 Maiden Lane, o local recebe famílias há mais de uma temporada escolar, com jornada diária entre 8h15 e 16h. O objetivo alegado é oferecer educação personalizada, com foco em aprendizado assistido por tecnologia.

Entretanto, autoridades estaduais apontaram que o espaço não atende aos critérios de uma escola independente. O pedido de incorporação como escola foi recusado pelo Departamento de Educação do Estado de Nova York, que destacou a predominância de ensino online com uma plataforma baseada em IA de instrução e pouca supervisão de professores. A NYSED confirmou que normalmente não reconhece escolas online conforme o projeto apresentado.

Pouco depois, a Alpha abriu sessões informativas para o local de Maiden Lane, divulgado como um centro de apoio à homeschooling da linha Alpha Anywhere. Embora a empresa comercialize o programa como início de cerca de 10 mil dólares por ano, as famílias que matriculassem no Maiden Lane precisariam formalizar o registro como homeschoolers, conforme documentos internos.

A empresa res-submeteu o pedido de incorporação como escola após contatos com a imprensa, e o processo permanece em avaliação pela NYSED. Mesmo que o órgão aprove, a Alpha ainda deverá demonstrar para as autoridades de educação da cidade que oferece instrução em matérias centrais equivalente, ao menos, ao padrão público. A cidade tem debatido restrições ao uso de IA em atividades escolares.

Paralelamente, a Alpha utiliza um modelo de “guia” para acompanhar as atividades, sem que esses profissionais ensinem conteúdos diretamente. A empresa também utiliza um sistema de recompensas por desempenho, com pagamentos aos alunos por atingirem metas. Em outras unidades, relatos de estudantes indicam restrições de participação em atividades extracurriculares quando metas não são atingidas.

Em Nova York, pais que investiram no centro afirmaram reconhecer que o local funciona como apoio à homeschooling, não como escola formal. Um grupo de 13 signatários divulgou uma carta destacando a experiência positiva com o Alpha Anywhere Center, mantendo, porém, a privacidade de dados de seus filhos. Outras famílias não responderam aos contatos da reportagem.

Conforme regras de instrução domiciliar, a Nova York impõe que os pais forneçam a maior parte do ensino, mesmo em situações de atividades em grupo para determinadas disciplinas. Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltaram a necessidade de a Alpha demonstrar conformidade com normas locais mesmo sob o formato de centro de apoio à homeschooling.

Documentos internos obtidos pela WIRED descrevem um plano de expansão acelerado, priorizando prazos de abertura sobre questões de segurança ou aprovação de permisos. Entre as estratégias estão a promoção agressiva, a limitação de vagas e janelas de inscrição curtas para criar sensação de escassez.

Relatórios internos também indicam que equipes passaram por construções com riscos e lacunas de segurança, especialmente em instalações novas, com menções a planos de evacuação, salas seguras e suprimentos de emergência ainda não aprovados. Em Miami, por exemplo, a escola ocupava um prédio com violações identificadas e sem Permissão de Operação de Segurança de Vida anual, funcionando com certificado de ocupação temporário.

Em Fort Worth, Texas, uma unidade de 40 mil dólares anuais abriu em instalações compartilhadas com um ginásio corporativo. Registros indicam que o espaço não possuía banheiros privados dedicados, e houve preocupações quanto ao uso de banheiros próximos a áreas utilizadas por adultos, o que motivou medidas de supervisão e ajustes de infraestrutura.

A gestão da Alpha discutiu ainda estratégias de comunicação e marketing para atrair famílias em diferentes cidades, incluindo a distorção de percepções sobre o papel da IA na educação. Documentos indicam que os planos previam transformar Price em referência pública nas redes sociais, com mensagens que questionam o modelo tradicional de ensino.

Atualidade aponta que a empresa busca contratar um diretor de pais para o campus de Manhattan, com remuneração estimada de 400 mil por ano. As responsabilidades incluem monitorar a adequação das famílias ao programa e antecipar situações de risco ou inadequação, conforme o anúncio de vaga.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais