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Escola da Rolex que forma relojoeiros é tão concorrida quanto Harvard

Nova escola de relojoaria da Rolex em Dallas atrai procura equivalente à de Harvard, sinalizando alta demanda por relojoeiros qualificados nos EUA

Alunos em ação na escola de relojoaria da Rolex: hoje, duas turmas reúnem cerca de 50 estudantes, e novas classes já estão nos planos da empresa — Foto: Jackie Kursel
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  • Nos Estados Unidos, menos de 2 mil relojoeiros são capazes de consertar relógios; a Rolex abriu em Dallas, em 2023, o Watchmaking Training Center, com um programa de imersão de dezoito meses.
  • Em 2024, foram recebidas mais de 560 inscrições para apenas 27 vagas, com aprovação após uma prova final na sede da Rolex em Genebra; os graduados podem intitular-se relojoeiros certificados e, em média, ganhar cerca de US$ 96 mil por ano.
  • Atualmente a escola abriga aproximadamente cinquenta alunos, distribuídos em duas turmas, iniciadas em setembro de 2024 e setembro de 2025, respectivamente.
  • O centro de Dallas ocupa quatro andares, incluindo oficina com cem funcionários e tecnologia para testes; há outra unidade semelhante na Pensilvânia.
  • O processo seletivo avalia histórico escolar, referências, currículo e uma redação, além de competências técnicas e comportamentais; os estudantes passam por fases de prática, diagnóstico, desmontagem e uma prova teórica para alcançar a certificação.

A Rolex cria uma escola de relojoaria em Dallas, Texas, para formar relojoeiros licenciados. O projeto surge com o objetivo de suprir a demanda de profissionais qualificados em um mercado com menos de 2 mil técnicos no país. Trata-se de uma imersão de 18 meses com várias etapas práticas.

A sede da Rolex em Harwood abriga a escola no quarto piso, com oficinas, laboratórios e salas de ensino. Hoje, duas turmas reúnem cerca de 50 estudantes, em ritmo acelerado e supervisionado pela própria marca. Novos grupos já estão no planejamento.

A seleção é rígida e envolve histórico escolar, referências, currículo e uma redação sobre a motivação para a relojoaria. As entrevistas avaliam resiliência, abertura a feedback e facilidade de relacionamento com clientes, não apenas interesse pela marca.

Conteúdo do curso e metodologia

O programa alterna teoria, prática e avaliação. Em Genebra, o exame final de cada turma valida a certificação de relojoeiro. A aprovação abre caminho para salários médios próximos de US$ 96 mil por ano, conforme a instituição.

No primeiro ano, os alunos aprendem técnicas de diagnóstico, desmontagem e montagem, com foco na precisão necessária para peças mínimas. A segunda fase intensiva traz a imersão em reparos reais, sob supervisão, com ênfase em padrões da marca.

A infraestrutura da Rolex em Dallas conta com uma oficina de reparos com 100 profissionais e equipamentos de ponta. Existem também unidades na Pensilvânia, ampliando a capacidade de atendimento e formação no país.

Perspectivas e contexto do mercado

O aumento de valores de relógios de luxo e o crescimento do mercado secundário impulsionam a demanda por mão de obra especializada. A Rolex afirma que a formação visa manter a tradição de precisão, aliada a técnicas modernas de manutenção.

O processo de seleção busca perfis que valorizem o aprendizado técnico e o relacionamento com clientes, reduzindo o estigma de profissionais alheios ao contato direto com o público. A ideia é formar relojoeiros que também entendam o valor simbólico das peças.

Na prática, os alunos passam por etapas como calibração de alinhamento, testes de estanqueidade e avaliações de desempenho em condições extremas. Ao final, a certificação reconhece a competência técnica necessária para serviços de alto padrão.

A preparação inclui experiências em cenários de alta exigência, como provas de diagnóstico em tempo real, desmontagem de caixas e avaliações teóricas. O objetivo é assegurar que os formados possam atender a relojoarias e clientes com confiança e precisão.

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