- No berçário da creche municipal de Tangará, Santa Catarina, a professora foi condenada por maus-tratos a quatro bebês de cerca de um ano, com uso de força inadequada em um único dia.
- A decisão, proferida pela comarca de Tangará, reconhece quatro episódios de condutas violentas e risco físico às crianças, incluindo ações como arrastar pelo braço, empurrar a cabeça contra a janela e atirar bebê ao chão.
- A sentença enquadra os atos como abuso dos meios de correção e disciplina, mesmo sem prova de intenção de lesão grave, destacando a vulnerabilidade das crianças nessa faixa etária.
- A docente foi condenada a dez meses e 20 dias de detenção, em regime inicial aberto, com pena suspensa por dois anos mediante cumprimento de condições, e perda do cargo público.
- A defesa alegou ausência de intenção e pressão no ambiente de trabalho; o processo tramita em segredo de justiça e cabe recurso.
A professora de educação infantil foi condenada por maus-tratos a quatro bebês na creche municipal de Tangará, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A decisão, proferida pelo TJ-SC, reconhece quatro episódios de uso de força inadequada no berçário. A ocorrência envolve crianças de cerca de um ano.
Segundo o processo, imagens de câmeras e depoimentos embasaram a condenação. A magistrada indicou que a docente utilizou força incompatível com a idade, expondo as crianças a risco físico durante a rotina diária.
Entre os atos descritos estão arrastar pela mão, forçar sedação para sentar, empurrar a cabeça contra uma janela, lançar ao chão e atingir com caixa de brinquedos. Tais condutas foram classificadas como abuso dos meios de correção e disciplina.
A docente foi condenada a 10 meses e 20 dias de detenção, em regime aberto inicial, com suspensão da pena por dois anos mediante condições. Também houve perda do cargo público, por violar o dever de proteção às crianças.
A defesa alegou ausência de intenção e informou que havia pressão no ambiente de trabalho. O processo tramita em segredo de justiça, cabendo recurso. A prefeitura de Tangará foi consultada pelo Estadão, sem manifestação imediata.
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