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USP e outras brasileiras caem em ranking e país fica fora do top 100

Brasil cai no QS World University Rankings: nenhuma instituição sobe; USP recua 25 posições e sai do top 100, evidenciando desafios na internacionalização

Melhor colocada do País, USP ficou em 133º lugar no QS World University Ranking 2027. Crédito: Edição: Júlia Pereira
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  • O QS World University Ranking 2027 mostra queda generalizada entre universidades brasileiras: nenhuma subiu, 14 caíram e 8 permaneceram estáveis.
  • Brasil teve a sétima maior queda entre sistemas com dez ou mais instituições, com queda de 64%.
  • A USP é a melhor colocada entre brasileiras, em 133º, caindo 25 posições; em 2024 chegou a 85 e ficou fora do top 100 no ranking anterior.
  • O MIT lidera pelo 15º ano; o Imperial College London fica em segundo, dividindo o posto com a Stanford, que subiu uma posição.
  • Entre fatores, destacam-se fraquezas na internacionalização e maior peso à reputação acadêmica; indicadores de citações e de estudantes/docentes internacionais influenciam a posição brasileira.

A edição 2027 do QS World University Rankings aponta queda generalizada para as instituições brasileiras, sem nenhuma subir na classificação. Ao todo, 14 universidades caíram, oito permaneceram estáveis e nenhuma universidade brasileira avançou. O país teve a sétima maior taxa de queda, entre sistemas com 10 ou mais instituições ranqueadas, com 64% de queda.

A melhor colocação entre as brasileiras permaneceu com a USP, que recuou 25 posições, para a 133ª posição. Em 2024, a USP havia atingido a melhor marca do Brasil, a 85ª colocação, mas caiu nos três rankings seguintes, saindo do top 100 no ano passado.

Segundo Ben Sowter, vice-presidente sênior da QS, a evolução não significa necessariamente queda de qualidade. O que mudou foi o cenário global, com a China e outros países da Ásia investindo para elevar competitividade internacional.

A avaliação do ranking envolve nove indicadores distribuídos em cinco pilares, entre eles reputação acadêmica, citações por professor, empregabilidade e internacionalização. A internacionalização é apontada como uma das fraquezas estruturais das universidades brasileiras.

O Brasil aparece com melhor desempenho na reputação acadêmica: USP e Unicamp ficam entre as 100 melhores nesse critério, com a USP em 39º e a Unicamp em 98º. Já a rede internacional de pesquisa teve queda, com 60 instituições brasileiras entre as classificadas recuando.

A UFPR lidera entre as brasileiras em proporção de estudantes internacionais, ocupando a 761ª posição, enquanto nenhuma instituição brasileira fica acima da 800ª posição em docentes estrangeiros. Em empregabilidade, três universidades brasileiras ficam entre as 200 melhores.

O que o ranking avalia

O QS usa seis componentes ponderados para marcar as universidades: pesquisa, empregabilidade, internacionalização, experiência de aprendizado e sustentabilidade. Entre os itens, citamos reputação acadêmica, citações por professor, reputação entre empregadores e a presença internacional de docentes e alunos.

Mudanças no cenário acadêmico global

Especialistas apontam mudanças sísmicas nos principais destinos históricos da educação superior, como EUA e Reino Unido, com maior competição internacional. Países emergentes passam a investir para atrair estudantes estrangeiros, ampliando rotas de internacionalização.

Ainda conforme Sowter, a China tem atuado de forma estratégica para melhorar a qualidade local e ampliar parcerias globais, o que explica parte da movimentação nos rankings. O estudo destaca que desafios de financiamento no Brasil antes de 2021 podem ter impactos que demoram a se manifestar.

Até o momento, a situação regional mostra tendência semelhante: entre as 116 universidades da América Latina anteriormente classificadas, 60 caíram, 47 permaneceram estáveis e apenas nove subiram, segundo o relatório da QS. Além disso, o panorama indica que a internacionalização requererá ações rápidas para manter competitividade.

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