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Dia do Orgulho Autista: formas de apoiar filhos com TEA em cada fase

Autismo: graus de suporte guiam cuidado ao longo da vida, promovem autonomia na infância e qualidade de vida na idade adulta

No Dia do Orgulho Autista, entenda os graus de suporte do TEA e veja orientações de especialista para acolher em todas as idades
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  • O Dia Mundial do Orgulho Autista é celebrado em 18 de junho para desmistificar o TEA e reconhecer a diversidade neurológica.
  • No Brasil, estima-se que existam cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo, com maior concentração de diagnósticos na primeira infância (0 a 4 anos), segundo o IBGE.
  • A identificação costuma ocorrer a partir dos 18 meses, com sinais como ausência de contato visual por cinco segundos; pais devem procurar um neuropediatra e um fonoaudiólogo para avaliação.
  • Os graus de suporte são Grau um, Grau dois e Grau três, variando de apoio leve a intensivo; crianças nos graus um e dois podem alcançar boa independência escolar e social com ajuda familiar e da escola.
  • Na vida adulta, a rede de cuidado inclui psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e neurologia; o ambiente familiar continua essencial para o bem‑estar e a autonomia.

O Dia Mundial do Orgulho Autista é celebrado neste 18 de junho, em diferentes países, inclusive no Brasil. A data tem o objetivo de desmistificar estigmas e entender o TEA como uma variação neurológica da diversidade humana, não como doença.

Estimativas apontam que cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo vivem no Brasil. Dados do IBGE indicam que a maior concentração de diagnósticos ocorre na primeira infância, entre 0 e 4 anos. O acolhimento adequado pode favorecer o bem‑estar ao longo de toda a vida.

Para o médico Tonny Luccas, da AmorSaúde, pais devem buscar acompanhamento psicológico para desenvolver estratégias que variem conforme cada caso. O foco é apoiar o desenvolvimento do filho com autismo com orientação profissional.

O olhar atento à criança autista

A identificação do TEA costuma ocorrer a partir dos 18 meses. Sinais comuns são ausência de contato visual estável e dificuldades de interação. Pais devem procurar neuropediatra e fonoaudiólogo para avaliação.

Após a consulta, o médico define o grau de suporte, que orienta o tipo de assistência necessária. O Grau 1 demanda menos apoio, principalmente na interação social. O Grau 2 exige suporte mais elaborado, com foco na comunicação e na flexibilidade comportamental. O Grau 3 requer suporte intensivo, especialmente na comunicação e nas atividades diárias.

Crianças com Graus 1 e 2 podem alcançar boa independência escolar e social com apoio familiar e escola preparada para as adaptações legais. A integração dependerá de ações coordenadas entre casa e instituição de ensino.

Acolhimento na vida adulta

O cuidado não desaparece na passagem para a idade adulta; ele se transforma. O TEA pode exigir rede multidisciplinar para manter qualidade de vida e autonomia.

Quatro áreas profissionais são centrais: psicologia, para trabalhar flexibilização social; terapeuta ocupacional, para independência em atividades diárias; fonoaudiologia, para comunicação e, em Grau 3, funções como mastigação; neurologia, para monitorar distúrbios do sono, ansiedade e epilepsia.

O ambiente familiar continua sendo o porto seguro. Pequenas ações em casa ajudam no bem‑estar a longo prazo, incluindo a redução de estímulos e a orientação sobre medicações, conforme necessidade do caso.

Com informações da AmorSaúde

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