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Professora da USP desvenda o modernismo de Mário de Andrade

Professora emérita da USP, Telê Ancona Lopez desvendou o modernismo de Mário de Andrade e catalogou manuscritos inéditos do autor

Telê Ancona Lopez (1938-2026)
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  • Telê Ancona Lopez, professora emérita do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, morreu no dia 15, aos 87 anos.
  • Ela traçou o perfil de Mário de Andrade, contribuindo ao transcrever, catalogar e recuperar manuscritos inéditos do escritor de Macunaíma; o acervo foi adquirido pelo IEB em 1968.
  • Nascida em Ribeirão Preto, formou-se em Letras Neolatinas pela PUC de São Paulo em 1961, fez mestrado e doutorado sob orientação de Antonio Candido, com pesquisa sobre o modernista.
  • Chegou a frequentar a casa de Mário de Andrade, nascido na região da Barra Funda, e manteve relacionamentos profissionais que ampliaram o conhecimento sobre o autor, inclusive com a pós-doutoranda Viviane Aguiar.
  • O legado de Telê inclui orientação de novos pesquisadores e uma imagem de pessoa inteligente, generosa e bem-humorada, segundo colegas. Deixa o filho André e o neto Yuri.

Telê Ancona Lopez, professora emérita do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, morreu no dia 15 deste mês aos 87 anos. A pesquisadora atuou por décadas na catalogação, transcrição e recuperação de manuscritos inéditos de Mário de Andrade, uma das figuras centrais do modernismo brasileiro.

A trajetória de Telê começou na USP, onde concluiu Letras Neolatinas em 1961 na PUC-SP, seguiu para mestrado e doutorado sob orientação de Antonio Candido. Em pesquisa dedicada a Mário de Andrade, ela integrou o acervo do autor, originando trabalhos que ajudaram a definir a compreensão sobre o escritor.

Telê foi responsável pela curadoria do acervo do modernista, adquirido pelo IEB em 1968. Ela catalogou milhares de documentos e recuperou manuscritos inéditos, contribuindo para o conhecimento sobre a vida e a obra de Mário de Andrade.

Contribuições e legado

A pesquisadora também orientou jovens acadêmicos. Em uma de suas visitas de colaboração, apoiou Viviane Aguiar, hoje pós-doutoranda no Museu Paulista, que desenvolvia estudo sobre a relação entre Mário de Andrade e a culinária brasileira.

Colegas destacam a inteligência e a sensibilidade de Telê. O professor Luiz Fernando Bagolin relembra a curiosidade e o humor da colega ao lidar com questões relacionadas ao acervo. Ela costumava incentivar o diálogo com estudantes.

Telê era professora emérita do IEB desde 2016. Além de contribuir com pesquisas, era reconhecida pela generosidade e pela dedicação à formação de novos pesquisadores. Ela deixa o filho André, professor na UnB, e o neto Yuri.

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