- Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo no Brasil ficou abaixo de 5% em 2025, segundo a PNAD Contínua Educação do IBGE, totalizando 4,9% (8,4 milhões) de pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever.
- Desde 2016, a taxa caiu de 10,6% para menos de 5% em 2025, mas o Plano Nacional de Educação não cumpriu a meta de erradicar o analfabetismo até 2024.
- A maior parte dos analfabetos tem 60 anos ou mais, é negra e vive nas regiões Norte ou Nordeste; entre quem tem 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%.
- Desigualdades por cor/raça: 2,8% entre brancos e 6,5% entre pretos e pardos; entre 60 anos ou mais, negros chegam a 20,6%, brancos a 7,3%.
- Regiões e sexo: Nordeste 10,6% e Norte 5,7% apresentam as maiores taxas; Sudeste 2,8%, Sul 2,7% e Centro-Oeste 3,3%; mulheres têm 4,6% de analfabetismo e homens 5,2%.
Pela primeira vez, o Brasil teve taxa de analfabetismo abaixo de 5% em 2025, aponta a PNAD Contínua: Educação. O IBGE divulgou os números na sexta-feira (19). O país tinha cerca de 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever um bilhete simples.
A proporção de analfabetos ficou em 4,9% da população nessa faixa etária. Em 2016, o índice era de 10,6%, o que mostra queda pela metade em nove anos. Mesmo com a melhora, o país não atingiu a meta do PNE, que previa a erradicação até 2024.
Entre os analfabetos, a maior parte tem 60 anos ou mais, é negra e mora nas regiões Norte e Nordeste. Exceção ocorre quando se desconsidera esse grupo: entre 15 e 59 anos, a taxa cai para 2,6%.
Desempenho por faixa etária e nuances
Técnicos do IBGE indicam que a diferença reflete, de um lado, pouca política de alfabetização para adultos e idosos, e de outro, maior escolarização das crianças e jovens. O recorte por cor/raça evidencia desigualdades ainda presentes.
Entre brancos, a taxa é 2,8%. Entre pretos e pardos, chega a 6,5%. Entre os idosos, a diferença é ainda mais marcante: negros com 60 anos ou mais chegam a 20,6%, contra 7,3% de brancos da mesma idade.
Regiões e gênero
Nordeste e Norte apresentam as maiores taxas entre 15 anos ou mais: 10,6% e 5,7%, respectivamente. Sudeste e Sul têm os menores índices, 2,8% e 2,7%. O Centro-Oeste registra 3,3%.
A taxa por sexo aponta menor analfabetismo entre as mulheres: 4,6%, frente a 5,2% entre os homens. A diferença está alinhada à tendência de maior avanço educacional entre mulheres nas últimas décadas.
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