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ECA-USP, criada na ditadura, é marco de resistência, crítica e humanismo

ECA USP completa sessenta anos, marco de interdisciplinaridade e resistência, e encara desafios de integrar artes e comunicações frente à IA e às transformações do trabalho

Fachada do prédio central da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP – Foto: ECA-USP
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  • A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo completou sessenta anos em 16 de junho de 2026, com uma programação comemorativa ao longo de 2026.
  • Originalmente criada em 1966 como Escola de Comunicações Culturais, passou a ter o nome atual em 1969; a instituição nasceu no contexto da ditadura e da repressão à imprensa, mantendo uma visão interdisciplinar desde o início.
  • Atualmente a ECA possui oito departamentos e dezessete cursos de graduação, além da formação técnica pela Educação a Distância; em 2023, o orçamento foi de R$ 8.130.776,00.
  • Em termos de estrutura, a escola contava com 167 docentes, 177 funcionários técnicos-administrativos, 58 terceirizados, 2.237 estudantes de graduação, 762 de pós-graduação e 84 de nível técnico na EAD.
  • Entre os desafios para o futuro, a diretora destaca a integração de comunicações e artes e a necessidade de acompanhar transformações rápidas no mundo do trabalho, incluindo o avanço da inteligência artificial e das novas formas de mídia.

A Escola de Comunicações e Artes da USP completou 60 anos no dia 16 de junho de 2026. Fundada em 1966, hoje a instituição soma oito departamentos e 17 cursos de graduação, além de oferecer licenciaturas, pós-graduação e a Educação a Distância. A comemoração deste ano envolve uma programação com várias atividades ao longo de 2026.

A história da ECA começou como Escola de Comunicações Culturais, em um contexto de ditadura militar. O objetivo inicial foi formar profissionais para jornalismo, rádio e televisão, audiovisual, artes visuais, publicidade e turismo. O nome atual foi adotado em 1969 com a expansão de cursos.

Ao longo das primeiras décadas, a escola consolidou uma formação interdisciplinar e uma atuação politicamente engajada. Diversos artistas, jornalistas e profissionais da comunicação passaram pelas salas, laboratórios e palcos, contribuindo para a construção de referências nacionais e internacionais.

Desafios e futuro

A atual gestão aponta a integração entre comunicações e artes como prioridade estratégica. A direção destaca avanços na articulação entre áreas e cita a recém-criada Escola de Ópera como exemplo de atuação conjunta entre departamentos. O objetivo é manter rigor acadêmico enquanto aumenta a agilidade administrativa.

Outra meta é acompanhar as transformações do mundo do trabalho, incluindo impactos da inteligência artificial. Pesquisadores ressaltam a necessidade de atualização de currículos, ampliação de extensão e internacionalização, mantendo a qualidade pública e a transparência.

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