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Frequência escolar líquida não volta aos patamares pré-pandemia, diz IBGE

Frequência escolar líquida não retorna aos níveis pré-pandemia; 2025 registra 96,1% entre 6 e 14 anos, abaixo de 2019

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação 2025 analisou dados sobre a educação no país — Foto: José Cruz/Agência Brasil
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  • A frequência líquida de 6 a 14 anos no ensino fundamental foi de 96,1% em 2025, abaixo dos 97,1% de 2019, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação 2025 do IBGE.
  • A meta de escolarização para crianças de 0 a 3 anos não foi atingida em nenhuma grande região, com taxas médias de 23,9% no Norte, 38,8% no Nordeste, 35,6% no Centro-Oeste, 47,8% no Sudeste e 47,9% no Sul.
  • Entre 4 e 5 anos, a meta de 100% das crianças na escola também não foi alcançada; os maiores percentuais ficaram no Nordeste (97,0%) e Sudeste (95,6%), abaixo da média nacional de 94,9%.
  • Entre 6 e 14 anos, a taxa está próxima da universalização, em 99,5% no ano passado, com variação regional de 99,0% no Norte a 99,7% no Sudeste.
  • Para 15 a 17 anos, a escolarização atingiu 93,2% em 2025; para 18 a 24 anos, a taxa de escolarização foi de 31,5%, com apenas 24,5% dos jovens nessa faixa estudando o ensino superior.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira 19 que a frequência escolar líquida no ensino fundamental, entre crianças de 6 a 14 anos, ainda não retornou aos patamares pré-pandemia. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação 2025 mostra taxa ajustada de 96,1% no ano passado, abaixo dos 97,1% de 2019. A definição considera alunos na idade adequada ou adiantados, divididos pela população da mesma faixa etária.

O recuo é observado de forma generalizada, entre homens e mulheres e entre brancos, pretos e pardos. Em todas as regiões do país, o indicador de 2025 ficou abaixo do registrado em 2019, segundo o IBGE. O estudo também aponta que o Brasil não atingiu as metas de escolarização para 0 a 3 anos, previstas no Plano Nacional de Educação.

Frequência por faixa etária e metas do PNE

Para 0 a 3 anos, a taxa média de escolarização ficou em 23,9% no Norte, 38,8% no Nordeste, 35,6% no Centro-Oeste, 47,8% no Sudeste e 47,9% no Sul. A principal justificativa apontada pelos estados foi a opção dos pais pela não matrícula, seguida pela ausência de creche na localidade. A meta de 50% da população nessa faixa, em 2024, não foi atingida em nenhuma região.

Entre crianças de 4 a 5 anos, a meta de universalização permanece aquém do observado. Os maiores percentuais ficaram no Nordeste (97,0%) e no Sudeste (95,6%), acima da média nacional de 94,9%. Norte (89,3%) e Centro-Oeste (93,6%) apresentaram os menores resultados, com a Região Sul em 94,0%.

Entre jovens de 6 a 14 anos, a meta de universalização está mais próxima, com 99,5% em 2025, igual a 2024. Por região, o Norte registra 99,0% e o Sudeste 99,7%. A variação regional permanece, mas sem mudança de patamar significativo.

A taxa de escolarização de 15 a 17 anos ficou em 93,2% no ano anterior, estável frente a 2024. Região Norte apresenta 91,7%, enquanto Sudeste e Centro-Oeste ficaram com 94,0% e 93,2%, respectivamente. A universalização, porém, ainda não foi alcançada.

Entre 18 e 24 anos, o índice de escolarização total foi de 31,5%. Desse contingente, apenas 24,5% estavam cursando o nível adequado à idade (ensino superior). Os demais, cerca de 7%, permaneciam matriculados na educação básica.

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