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Jovens nem-nem no Brasil caem, mas ainda são mais que Santa Catarina

Taxa de jovens nem-nem cai para 17,5% (8,1 milhões) entre 15 e 29 anos, menor em sete anos, porém maior que a população de Santa Catarina

Índice de jovens que não estudam nem trabalham é o menor em sete anos
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  • Em 2019, 22,4% dos jovens de 15 a 29 anos não trabalhavam nem estudavam; caiu para 17,5% segundo a PNAD Educação do IBGE.
  • Hoje, são 8,1 milhões de jovens “nem-nem” no Brasil, o equivalente a 17,5% da população nessa faixa etária; a população de Santa Catarina é de 7,6 milhões.
  • O problema é maior entre mulheres: 22,8% não estudam nem trabalham, frente a 12,4% entre homens.
  • Entre raças, pretos e pardos têm 19,8% nessa situação, contra 14,0% de brancos.
  • Na composição ocupacional, 40,8% trabalham sem estudar nem se qualificar; 16,6% trabalham e estudam; 25% apenas estudam ou se qualificam.

O total de jovens entre 15 e 29 anos que não trabalham, não estudam e não participam de cursos de qualificação caiu no Brasil. Segundo a PNAD Educação do IBGE, a taxa caiu de 22,4% em 2019 para 17,5% em 2025, enquanto o contingente permaneceu alto.

Ainda assim, 8,1 milhões de jovens nessa faixa etária se enquadram na definição de nem-nem, representando 17,5% da população de 15 a 29 anos, que soma 46,6 milhões de pessoas. Os números foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

O conjunto de dados mostra que o país continua acima de Santa Catarina em relação ao tamanho desse grupo, cuja população catarinense é de 7,6 milhões, de acordo com o Censo de 2022. A taxa é a mais baixa em sete anos e registra uma queda de 4,9 p.p. desde 2019.

Desempenho por gênero

Entre os jovens dessa faixa, o problema se concentra mais entre as mulheres. 22,8% não estudam nem trabalham, índice quase o dobro do observado entre os homens, de 12,4%. A disparidade pode refletir maior participação feminina em tarefas domésticas não remuneradas e, em alguns casos, gravidez.

Desigualdades raciais

A PNAD também evidencia desigualdades por raça. Jovens pretos ou pardos que não estudam, não se qualificam e não trabalham somam 19,8%, ante 14,0% entre jovens brancos, uma diferença de 5,8 p.p.

Panorama de ocupação

Ainda conforme a PNAD, 40,8% dos jovens nessa faixa trabalham, porém não estudam nem se qualificam. Outros 16,6% trabalham e estudam, enquanto 25% dedicam-se apenas aos estudos ou à qualificação, revelando diferentes trajetórias entre quem já está no mercado e quem busca formação.

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